Política / Eleições
PL mantém terceira vaga na Câmara de Campo Grande após decisão favorável a Tiago Vargas
Validação dos 2.898 votos do ex-vereador altera a soma do PP, mas não muda a composição de eleitos no Legislativo municipal
22/05/2026
20:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O Partido Liberal (PL) deve manter as três cadeiras conquistadas na Câmara Municipal de Campo Grande, mesmo após a decisão judicial favorável a Tiago Vargas, que reverteu a expulsão dos quadros da Polícia Civil e, com isso, afastou a inelegibilidade que havia levado à anulação de seus votos.
Com a mudança, os 2.898 votos recebidos por Vargas nas eleições municipais de 2024 passam a ter validade na soma do PP, partido pelo qual ele disputou o pleito. A decisão levantou questionamentos sobre uma possível alteração na ordem dos vereadores eleitos, especialmente na disputa pelas sobras eleitorais.
Apesar disso, a nova contagem não muda a composição da Câmara. Mesmo com a inclusão dos votos de Tiago Vargas, o PL permanece à frente do PP por uma diferença de 60 votos na disputa pela última vaga.
Na prática, se o PP tivesse somado mais 60 votos, a vereadora Ana Portela (PL) poderia perder a cadeira para Sandro Benites, primeiro suplente do Progressistas. Como essa diferença não foi superada, o resultado permanece inalterado, e o PL continua com três representantes no Legislativo municipal.
A situação também exigiria uma análise adicional sobre a condição partidária de Sandro Benites, caso houvesse mudança no resultado. Isso porque ele avaliava disputar a eleição de outubro pelo Avante, partido atualmente comandado por Lídio Lopes.
A decisão favorável a Tiago Vargas também poderia abrir discussão sobre uma eventual tentativa de assumir mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Nas eleições de 2022, ele recebeu 18.224 votos para deputado estadual e ficaria com uma vaga pelo PSD, mas teve os votos anulados em razão da expulsão da Polícia Civil.
Com a anulação, a cadeira acabou sendo ocupada por Pedro Pedrossian Neto. No entanto, Vargas já afirmou que não pretende disputar judicialmente o mandato estadual. Segundo ele, o objetivo principal é retornar aos quadros da Polícia Civil, além de considerar curto o período restante de eventual mandato.
Em 2024, Tiago Vargas tentou voltar à Câmara Municipal de Campo Grande sub judice, mas não conseguiu reverter a inelegibilidade a tempo da totalização dos votos. Por isso, os 2.898 votos recebidos na eleição para vereador foram anulados naquele momento.
Agora, com a reversão judicial, esses votos passam a ser considerados válidos para o cálculo partidário do PP, mas não são suficientes para garantir uma nova cadeira à sigla. Com isso, a composição da Câmara permanece sem alteração.
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