Educação / Mobilização
Professores vão às ruas em Campo Grande e cobram concursos, valorização e fim de desconto previdenciário
Ato realizado no Centro integra mobilização nacional em defesa da educação pública e reuniu cerca de 150 participantes na Capital nesta terça-feira, 14 de abril
14/04/2026
10:45
DA REDAÇÃO
Professores exibem cartazes a quem passa pela Avenida Afonso Pena ©Osmar Veiga
Cerca de 150 professores participaram, na manhã desta terça-feira, 14 de abril de 2026, de uma manifestação no Centro de Campo Grande para cobrar medidas ligadas à valorização da carreira, à realização de concursos públicos e à revisão de descontos previdenciários aplicados a aposentados da rede estadual. O protesto fez parte da 27ª Semana Nacional de Defesa e Promoção da Educação Pública, mobilização organizada em vários pontos do país por entidades sindicais da área.
Na Capital, um dos principais articuladores do ato foi a ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública). A entidade levou para a mobilização pautas locais consideradas prioritárias pela categoria, entre elas o chamamento de aprovados em concursos da SED e da Semed, a realização de novos certames e o fim do desconto de 14% da previdência sobre os vencimentos de aposentados da rede estadual.
Entre os pontos mais sensíveis levantados pelos manifestantes está justamente a contribuição previdenciária cobrada de professores aposentados. A avaliação do grupo é que o desconto pesa ainda mais numa fase da vida em que aumentam os gastos com saúde, remédios e acompanhamento médico, o que transformou o tema em uma das principais bandeiras do protesto.
Outra reivindicação forte envolve os concursos públicos da educação. Professores que participaram do ato defenderam a convocação dos aprovados tanto na rede estadual quanto na municipal e alertaram para a necessidade de ampliar o número de efetivos nas escolas. O argumento central é que a dependência de contratos temporários mantém a rede em situação de instabilidade e amplia distorções salariais entre profissionais que exercem funções semelhantes.
No caso da rede estadual, a cobrança se concentra também sobre o concurso realizado em 2022, cujo prazo de validade se aproxima do fim. Já na rede municipal, a categoria pede a prorrogação do certame em vigor e a convocação dos aprovados ainda não chamados, além de medidas que reduzam a diferença remuneratória entre efetivos e contratados.
Procuradas sobre as demandas apresentadas no ato, as secretarias envolvidas deram respostas distintas. A SED informou que o concurso citado pelos professores já foi prorrogado em 2024, que não haverá nova extensão de prazo e que o certame teria ultrapassado o número inicial de vagas previsto no edital, com mais de mil chamamentos para uma previsão original de 722 postos. A Semed, por sua vez, afirmou que iniciou as tramitações para prorrogar o concurso vigente. Já a SAD não havia se manifestado até a publicação do material original.
A manifestação ocorreu no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho, um dos pontos mais movimentados da região central, e reforçou o tom político da semana nacional de mobilização. Em Campo Grande, assim como em outras cidades, o recado dado pelos profissionais foi o de que a discussão sobre qualidade do ensino passa, necessariamente, por carreira, salário, concurso e condições mais estáveis de trabalho.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Morre Renata dos Anjos, empresária conhecida no comércio do Coophasul
Leia Mais
Lula deve voltar ao Assentamento Itamarati em MS pela terceira vez
Leia Mais
Nelsinho Trad visita distritos de Aquidauana e prestigia eventos da região pantaneira
Leia Mais
Éderson é chamado por Ancelotti e coloca MS de volta à Copa após 32 anos
Municípios