Economia / Trabalho
PDV dos Correios tem baixa adesão em Mato Grosso do Sul e fica longe da meta nacional
Apenas 36 trabalhadores aderiram ao plano no Estado, enquanto, no país, 3.075 empregados aceitaram a proposta, número bem abaixo da expectativa inicial da estatal
08/04/2026
19:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O Plano de Demissão Voluntária (PDV) dos Correios registrou adesão reduzida em Mato Grosso do Sul e também ficou abaixo da meta projetada nacionalmente. No Estado, apenas 36 trabalhadores aceitaram a proposta de desligamento, segundo informou o presidente do Sintec/MS, Wilton dos Santos Lopes. Em todo o país, a estatal contabilizou 3.075 adesões, o que representa 30,7% do público-alvo inicialmente estimado em 10 mil empregados.
O prazo para adesão terminou nesta terça-feira, 8 de abril, e, de acordo com os Correios, não haverá prorrogação. Mesmo com a procura abaixo do esperado, a empresa mantém a previsão de que o programa possa gerar economia de cerca de R$ 1,4 bilhão em 2027, dentro do plano de reestruturação financeira adotado pela estatal.
Em Mato Grosso do Sul, a avaliação do sindicato é de que a baixa adesão tem relação direta com programas anteriores de desligamento. Segundo Wilton dos Santos Lopes, boa parte dos trabalhadores que já tinha interesse em deixar a empresa aderiu a iniciativas passadas, o que reduziu o alcance da nova rodada do PDV no Estado.
Além do plano de desligamento, a reestruturação dos Correios prevê o fechamento de mil agências deficitárias em todo o país. No caso sul-mato-grossense, porém, o impacto tende a ser limitado, na avaliação do sindicato, já que no interior apenas Dourados possui mais de uma unidade. Em Campo Grande, há nove agências próprias e três franqueadas, embora algumas estejam temporariamente fechadas por causa de processos de realocação, sem confirmação oficial sobre reabertura.
Com o encerramento do PDV e a continuidade das demais medidas de ajuste, os Correios tentam conter um déficit estimado em cerca de R$ 9 bilhões em 2025. Entre as frentes da reestruturação estão a redução de custos operacionais e a expectativa de arrecadar até R$ 1,5 bilhão com leilões de imóveis. No ano passado, a estatal também recorreu a um empréstimo de R$ 12 bilhões para financiar o processo de reorganização financeira.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Nova lei amplia direito de trabalhador CLT fazer exames preventivos sem desconto no salário
Leia Mais
Carteira assinada segue como principal escolha de quem procura emprego no Brasil
Leia Mais
Consumo diário de laranja pode reforçar a imunidade, ajudar no colesterol e melhorar a absorção de ferro
Leia Mais
Pedido de isenção da taxa do Enem 2026 começa nesta segunda-feira e vai até 24 de abril
Municípios