Polícia / Investigação
Companheiro é preso após versão de suicídio ruir em caso da subtenente Marlene, em Campo Grande
Investigação aponta inconsistências no relato do suspeito e reforça linha de feminicídio na morte da policial militar encontrada sem vida dentro de casa
07/04/2026
08:45
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A morte da subtenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Marlene de Brito Rodrigues, passou a ser investigada como feminicídio após a polícia identificar indícios de que o companheiro da vítima teria tentado sustentar uma versão falsa de suicídio em Campo Grande. O caso ocorreu na segunda-feira, 6 de abril, no bairro Estrela d’Alva, e o suspeito acabou preso em flagrante depois de apresentar sucessivas contradições em seus depoimentos.
Inicialmente, a ocorrência chegou às equipes policiais como um suposto caso de suicídio. No entanto, a dinâmica encontrada no imóvel, os elementos observados no local e os depoimentos colhidos ao longo da apuração levantaram suspeitas e fizeram a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) tratar o caso como crime contra a mulher.
De acordo com a apuração divulgada pela imprensa local, o companheiro de Marlene apresentou ao menos quatro versões diferentes sobre o que teria acontecido. Em uma delas, afirmou que a policial teria tirado a própria vida. Em outra, disse que tentou impedir o ato. As mudanças no relato, somadas às evidências coletadas pelas equipes, pesaram para a prisão em flagrante.
Testemunhas da vizinhança também relataram histórico de conflitos no relacionamento. Moradores disseram que discussões eram frequentes e que o homem já teria demonstrado comportamento agressivo em outras ocasiões. Esses relatos passaram a integrar o contexto investigado pela polícia.

A vítima, de 59 anos, era subtenente da PMMS e fazia parte de uma das primeiras turmas femininas da corporação no Estado. A Polícia Militar lamentou a morte e informou apoio à família.
Com o avanço da investigação, o caso passou a ser tratado como o primeiro feminicídio registrado em Campo Grande em 2026. Reportagens locais também apontam que este é o nono caso em Mato Grosso do Sul no ano.
Se estiver vivendo violência, ameaça ou controle abusivo em um relacionamento, busque ajuda imediata. A Central 180 funciona 24 horas, de forma gratuita. Em situação de emergência, o atendimento é pelo 190.
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