Polícia / Investigação
Namorado é preso após contradições em depoimento sobre morte de subtenente da PM em Campo Grande
Caso de Marlene de Brito Rodrigues passou a ser tratado como suspeita de feminicídio após versões divergentes apresentadas pelo companheiro e avanço da apuração policial
06/04/2026
14:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O namorado da subtenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Marlene de Brito Rodrigues, foi preso nesta segunda-feira, 6 de abril, após apresentar versões contraditórias sobre a morte da militar, encontrada sem vida dentro da residência onde morava, no Conjunto Habitacional Estrela d’Alva I, em Campo Grande. A prisão ocorreu após a polícia identificar inconsistências no relato do suspeito durante o atendimento da ocorrência.
A vítima tinha 59 anos e integrava uma das primeiras turmas femininas da corporação no Estado. Conforme as informações divulgadas ao longo do dia, o caso, que inicialmente teve diferentes hipóteses avaliadas, passou a ser tratado pela investigação como suspeita de feminicídio, com condução da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Segundo a apuração inicial, o suspeito apresentou ao menos quatro versões diferentes sobre o que teria acontecido dentro do imóvel. As divergências foram reforçadas por relatos de testemunhas e pelos elementos levantados no local, o que levou os investigadores a descartarem, ao menos nesse primeiro momento, a versão inicialmente apresentada por ele.
Ainda de acordo com as reportagens publicadas nesta segunda-feira, o homem foi encaminhado à delegacia e autuado em flagrante. Veículos locais também informaram que ele possui antecedentes por crimes como roubo, homicídio e violência doméstica, informação que passou a integrar o contexto analisado pela polícia.
Moradores da região relataram histórico de desentendimentos entre o casal e descreveram Marlene como uma pessoa discreta e bem-quista na vizinhança. Esses depoimentos ajudam a compor o ambiente da investigação, mas ainda dependem de confirmação formal no curso do inquérito.
A Polícia Militar lamentou a morte da subtenente e informou que está prestando apoio aos familiares. Em nota, a corporação pediu respeito ao momento de luto e cautela na divulgação de informações ainda não confirmadas oficialmente.
Se a linha de investigação for confirmada, este será o primeiro feminicídio registrado em Campo Grande em 2026. Alguns veículos também apontam que o caso pode representar o nono registro em Mato Grosso do Sul no ano, mas esse total ainda aparece vinculado ao avanço das confirmações oficiais.
Em situações de violência contra a mulher, a orientação é buscar ajuda imediata. A Central 180 funciona 24 horas e recebe denúncias de forma gratuita e, quando necessário, anônima. Em emergências, o acionamento deve ser feito pelo 190.
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