Economia / Emprego
Mato Grosso do Sul abre 3,9 mil vagas formais em janeiro e construção lidera geração de empregos
Dados do Novo Caged apontam saldo positivo em quatro dos cinco principais setores da economia estadual, com destaque para Inocência, Três Lagoas e Campo Grande
01/04/2026
16:00
DA REDAÇÃO
Todos os cinco grandes setores da economia — Comércio, Serviços, Indústria, Construção e Agricultura — registraram saldo positivo no mês de fevereiro. Foto: Ênio Simões/Agência Brasília
Mato Grosso do Sul iniciou o ano com saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada. Em janeiro, o Estado registrou a abertura de 3.936 novos postos formais de trabalho, conforme dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado reforça o desempenho positivo do mercado de trabalho sul-mato-grossense no início de 2026.
Entre os cinco grandes grupos de atividades econômicas, quatro encerraram o mês com saldo positivo. O principal destaque foi a Construção, responsável pela abertura de 2,3 mil vagas, seguida pela Agropecuária, com 1,7 mil novos empregos. Também fecharam janeiro no azul a Indústria, com 286 postos, e o setor de Serviços, com 91 vagas. O único segmento com desempenho negativo foi o Comércio, que registrou fechamento de 513 postos de trabalho.
No recorte por municípios, Inocência foi a cidade que mais gerou empregos formais no Estado em janeiro, com saldo de 1 mil vagas. O município passou a contar com estoque de 6,5 mil vínculos formais. Na sequência aparecem Três Lagoas, com 639 vagas, Chapadão do Sul, com 477, Costa Rica, com 424, e Campo Grande, com 410 novos postos.
O perfil das admissões mostra predominância de contratações entre homens, que responderam por 4,1 mil vagas no saldo do período. Trabalhadores com ensino médio completo foram os mais beneficiados, com 2,3 mil postos, enquanto os jovens entre 18 e 24 anos lideraram o recorte por faixa etária, concentrando 1,3 mil vagas.
No cenário nacional, o Brasil gerou 255.321 empregos com carteira assinada em fevereiro de 2026, resultado de 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos. No acumulado de janeiro e fevereiro, o saldo positivo no país chegou a 370.339 vagas formais, elevando o estoque total para 48.837.602 vínculos, com crescimento de 2,2%. Em 12 meses, o saldo nacional alcançou 1.047.024 empregos formais.
Ainda de acordo com o levantamento, 24 das 27 unidades da Federação fecharam fevereiro com saldo positivo. Os maiores avanços foram observados em São Paulo, com 95.896 vagas, Rio Grande do Sul, com 24.392, e Minas Gerais, com 22.874. As exceções foram Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba, que apresentaram desempenho negativo no mês.
Regionalmente, todas as cinco macrorregiões do país tiveram resultado positivo em fevereiro. A liderança ficou com o Sudeste, com saldo de 133 mil vagas, seguido pelo Sul, com 67,7 mil, e pelo Centro-Oeste, com 32,3 mil postos formais. O Nordeste abriu 11,6 mil vagas, enquanto a região Norte registrou 10,6 mil.
No recorte nacional por atividade econômica, o setor de Serviços liderou a geração de empregos em fevereiro, com 177.953 vagas, seguido pela Indústria, com 32.027, Construção, com 31.099, Agropecuária, com 8.123, e Comércio, com 6.127.
O levantamento também mostrou saldo positivo tanto para mulheres, com 155.064 vagas, quanto para homens, com 100.257 no país. Os jovens de até 24 anos concentraram 163.056 postos, o equivalente a 63,9% do total gerado no mês. Entre os níveis de escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo lideraram as admissões, seguidos pelos que possuem ensino superior.
Já o salário médio real de admissão em fevereiro de 2026 foi de R$ 2.346,97, com queda de R$ 55,91 em relação a janeiro, o equivalente a retração de 2,3%. Na comparação com fevereiro do ano anterior, porém, houve alta de R$ 62,94, ou 2,75%.
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