Campo Grande (MS), Quarta-feira, 01 de Abril de 2026

Política / Capital

Prefeitura de Campo Grande oficializa exoneração de Marcelo Miglioli da Sisep

Saída do secretário de Infraestrutura foi publicada no Diogrande desta quarta-feira e ocorre em meio às articulações políticas para 2026

01/04/2026

10:45

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A Prefeitura de Campo Grande publicou, nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, a exoneração de Marcelo Miglioli do comando da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). A saída já havia sido antecipada nos bastidores desde o início da semana e foi oficializada no Diogrande desta quarta-feira.

O agora ex-secretário havia apresentado o pedido de desligamento na segunda-feira, 30 de março, em uma movimentação tratada como alinhada previamente com a prefeita Adriane Lopes e com lideranças do PP em Mato Grosso do Sul. Ao comentar a decisão, Miglioli afirmou que a saída foi serena e reiterou que permanece filiado ao partido, ao lado da senadora Tereza Cristina.

Sobre uma eventual candidatura nas eleições de 2026, Marcelo Miglioli declarou que não tem interesse em disputar cargo proporcional neste momento e que eventual participação em chapa majoritária não depende exclusivamente dele. Mesmo fora da administração municipal, ele indicou que seguirá colaborando politicamente com o grupo partidário.

Miglioli também sustentou que a saída tem caráter pessoal e afirmou que os principais programas e projetos de infraestrutura da Capital já estão estruturados, restando agora a fase de execução das ações em andamento. A declaração busca transmitir continuidade administrativa à pasta, mesmo após a mudança no comando da secretaria.

Engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Ednei Marcelo Miglioli foi nomeado para a Sisep em novembro de 2023. Desde então, passou a comandar uma das áreas estratégicas da gestão municipal, responsável por obras, manutenção urbana e serviços públicos em Campo Grande.

A exoneração ocorre em meio ao movimento mais amplo de desincompatibilização e rearranjo político de nomes ligados ao governo estadual e à administração da Capital, em razão das articulações para o processo eleitoral do próximo ano. Nesse contexto, a saída de Miglioli foi interpretada como parte da reorganização de quadros do campo governista em Mato Grosso do Sul.


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