Economia / Consumo
Cesta básica registra leve queda em Campo Grande e melhora poder de compra em fevereiro
Levantamento da Conab e do DIEESE aponta redução em nove dos 13 produtos analisados, com destaque para tomate, batata e óleo de soja
10/03/2026
13:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O custo da cesta básica em Campo Grande apresentou leve recuo em fevereiro de 2026, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
De acordo com a Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos, o conjunto de itens essenciais passou a custar R$ 780,29, representando queda de 0,40% em relação ao mês de janeiro.
O estudo também aponta que a redução no custo dos alimentos, aliada à Política de Valorização do Salário Mínimo, contribuiu para ampliar o poder de compra dos trabalhadores, permitindo acesso a mais alimentos básicos com menor comprometimento da renda.
Entre os 13 produtos que compõem a cesta básica, nove registraram redução de preço entre janeiro e fevereiro na capital sul-mato-grossense.
As principais quedas observadas foram:
Tomate — -9,23%
Batata — -5,12%
Óleo de soja — -3,65%
Leite integral — -3,40%
Banana — -3,10%
Açúcar cristal — -1,74%
Farinha de trigo — -1,35%
Manteiga — -1,31%
Café em pó — -0,02%
Por outro lado, quatro produtos apresentaram aumento de preço no período analisado:
Feijão carioca — 22,05%
Arroz agulhinha — 3,48%
Pão francês — 0,89%
Carne bovina de primeira — 0,63%
No acumulado dos últimos 12 meses, oito itens da cesta básica registraram queda de preço em Campo Grande.
Os principais recuos foram observados em:
Arroz agulhinha — -37,78%
Açúcar cristal — -18,16%
Leite integral — -13,68%
Também tiveram redução no período:
Batata — -12,19%
Banana — -2,70%
Manteiga — -2,69%
Óleo de soja — -1,25%
Farinha de trigo — -0,45%
Já entre os itens que registraram aumento no período de um ano estão:
Café em pó — 23,13%
Feijão carioca — 16,96%
Pão francês — 6,30%
Carne bovina de primeira — 3,46%
Tomate — 1,23%
Considerando o período entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, o levantamento aponta queda média em oito produtos da cesta básica.
Os principais recuos foram registrados em:
Óleo de soja — -11,33%
Leite integral — -11,13%
Farinha de trigo — -5,40%
Banana — -5,33%
Açúcar cristal — -5,06%
Batata — -4,66%
Café em pó — -3,83%
Arroz agulhinha — -3,25%
No mesmo intervalo, alguns produtos tiveram aumento de preço, com destaque para:
Tomate — 27,71%
Feijão carioca — 15,93%
Carne bovina de primeira — 0,41%
Pão francês — 0,11%
Manteiga — 0,09%
Outro indicador relevante apresentado pelo levantamento é o percentual do salário mínimo comprometido com a compra da cesta básica.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda do trabalhador de Campo Grande caiu para 52,04% em fevereiro de 2026.
Em janeiro de 2026, esse percentual era de 52,25%, enquanto em fevereiro de 2025 alcançava 55,12%.
O resultado indica que o trabalhador da capital sul-mato-grossense passou a destinar parcela menor do salário para adquirir os itens essenciais de alimentação, refletindo melhora gradual no poder de compra.
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