Infraestrutura / Trânsito
Campo Grande deve ampliar fiscalização eletrônica com novos radares ainda no primeiro semestre
Agetran confirma expansão do sistema de monitoramento viário após primeiros equipamentos entrarem em operação no fim de 2025
10/03/2026
11:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Prefeitura de Campo Grande deverá ampliar a quantidade de radares de fiscalização eletrônica nas vias da Capital ainda no primeiro semestre de 2026. A informação foi confirmada pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), que anunciou a expansão do sistema após a entrada em operação da primeira etapa de equipamentos, iniciada em novembro de 2025.
Apesar da confirmação da ampliação, o órgão municipal ainda não divulgou quantos novos equipamentos serão instalados nem os locais exatos onde os radares serão implantados. Segundo a Agetran, a definição dos pontos depende de estudos técnicos de engenharia de tráfego, que consideram critérios como fluxo de veículos, histórico de acidentes e necessidade de reforço na segurança viária.
Nos últimos meses, estruturas semelhantes às utilizadas para abrigar equipamentos eletrônicos foram instaladas em diferentes regiões da cidade. De acordo com a prefeitura, parte dessas estruturas será utilizada para instalação de placas indicativas de localização, voltadas especialmente à orientação de visitantes.
A medida tem relação com a realização da COP15, evento internacional que deverá ocorrer em breve na capital sul-mato-grossense e que deve atrair delegações de aproximadamente 130 países. O encontro terá como tema central a conservação de espécies migratórias, o que deve aumentar significativamente o fluxo de visitantes na cidade.
A atual fase de implantação dos radares começou em outubro de 2025, após a conclusão de processo licitatório para contratação do serviço de fiscalização eletrônica.
O contrato anterior havia sido encerrado em 31 de agosto de 2025, e o novo acordo foi firmado logo em seguida com o consórcio CG Segura, responsável pela instalação, manutenção e operação dos equipamentos.
O contrato possui valor aproximado de R$ 47,9 milhões e inclui:
Instalação de equipamentos registradores de infrações
Sistema de monitoramento e central de controle
Plataforma de gestão e análise de dados
Tecnologia de processamento e inteligência de imagens veiculares
O consórcio CG Segura é formado pelas empresas Serget Mobilidade Viária Ltda, Mobilis Tecnologia S/A, Meng Engenharia Comércio e Indústria Ltda e Energy Tecnologia de Automação S/A.
A empresa Serget já participava do sistema anterior, integrando o consórcio Cidade Morena, que operava os radares da capital desde 2018, sob liderança da empresa Perkons S.A.
Dados publicados no Diário Oficial do Município indicam que, nos dois primeiros meses de funcionamento efetivo do novo sistema, foram registradas 7,8 mil infrações de trânsito, resultando em uma estimativa de R$ 1,4 milhão em multas aplicadas.
Após um período inicial de caráter educativo, os radares passaram a operar com aplicação efetiva de penalidades.
A infração mais frequente identificada pelos equipamentos foi excesso de velocidade de até 20% acima do limite permitido, enquadrada no artigo 218, inciso I, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Nesse caso, a penalidade prevista é de R$ 130,16 de multa e quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Outro tipo de infração recorrente foi o avanço de sinal vermelho, previsto no artigo 208 do CTB, com cerca de 2,6 mil registros feitos pelos equipamentos eletrônicos.
A ampliação do sistema de fiscalização eletrônica deverá ocorrer gradualmente, conforme os resultados dos estudos técnicos de mobilidade urbana conduzidos pela Agetran.
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