Interior / Coxim
Prefeito de Coxim afirma que colaborará com investigação do Gaeco e determina revisão de atos administrativos
Operação “Lucro Certo” apura possível fraude em contratos de R$ 1,5 milhão firmados sem licitação
12/02/2026
10:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O prefeito de Coxim, Edilson Magro (PP), declarou nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, que o município está colaborando com a operação deflagrada pelo Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de Mato Grosso do Sul). A ação, denominada “Lucro Certo”, investiga possíveis irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura.
“Ainda não sei o teor da denúncia, mas, caso tenha algo errado, que seja apurado. Vamos colaborar com as investigações”, afirmou o prefeito.
Logo nas primeiras horas da manhã, agentes cumpriram mandados na sede do Executivo municipal e na residência da ex-secretária municipal de Receita e Gestão, Veronildes Batista. Também houve diligências em Campo Grande.
A investigação apura contratos firmados sem licitação com um escritório de advocacia entre os anos de 2021, 2022 e 2023, relacionados à recuperação de créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
Segundo o Ministério Público, a empresa teria recebido mais de R$ 1,5 milhão em honorários, sem comprovação de prestação de serviços ou obtenção de resultado econômico positivo para os cofres públicos. O nome da operação faz referência ao suposto pagamento de vantagens sem a devida contraprestação.
O prefeito informou que determinou a revisão de todos os atos praticados pela ex-secretária investigada.
“Fizemos mudanças administrativas e estamos revendo todos os atos”, declarou, mencionando alterações promovidas no comando da pasta em 2025.
Até o momento, o número de mandados cumpridos não foi oficialmente divulgado.
Coxim já havia sido alvo da Operação Grilagem de Papel, conduzida pelo Gaeco em novembro de 2024 e maio de 2025. Na ocasião, foram investigadas supostas fraudes na expedição de certidões de regularização fundiária de terrenos desocupados.
Segundo as investigações anteriores, uma organização criminosa composta por servidores públicos e terceiros teria utilizado documentos irregulares para transferir propriedades em cartório a envolvidos e familiares, mediante pagamento de propina.
O Ministério Público informou que novas informações sobre a atual operação poderão ser divulgadas após a conclusão das diligências.
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