Política / Partidos
PT de Mato Grosso do Sul avalia candidatura de Simone Tebet em São Paulo e projeta cenário pós-Lula
Lideranças petistas veem transferência de domicílio eleitoral como estratégia nacional e abrem espaço para rearranjos no Estado
20/12/2025
08:00
INVESTIGA MS
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso do Sul já trabalham com a possibilidade de a ministra do Planejamento, Simone Tebet, não disputar o Senado pelo Estado nas eleições de 2026. A avaliação interna é de que, pelo capital político acumulado nos últimos anos, a ministra teria melhores condições eleitorais em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.
O ex-governador e deputado estadual Zeca do PT defende abertamente essa estratégia. Segundo ele, a projeção nacional alcançada por Simone Tebet torna mais vantajosa uma candidatura fora de Mato Grosso do Sul.
“Pelo tamanho e pela expressão que a Simone alcançou, será melhor que ela seja candidata em São Paulo. Será melhor para ela e para o Lula”, avaliou.
O deputado federal Vander Loubet também reconhece o potencial eleitoral da ministra em qualquer estado, mas considera mais coerente uma candidatura paulista.
“Simone é boa em qualquer lugar”, afirmou, ao ponderar que a transferência do domicílio eleitoral para São Paulo abre espaço para um crescimento político ainda maior.
Na avaliação de Vander, uma eventual candidatura de Simone Tebet em São Paulo poderia consolidá-la como um nome competitivo em disputas nacionais futuras. “Ela pode crescer muito com uma candidatura em São Paulo, garantindo campo para projetos mais adiante”, disse.
O debate interno no PT vai além da eleição de 2026 e envolve a sucessão política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Vander Loubet avalia que o cenário atual já projeta a reorganização das forças políticas para o período pós-Lula.
“O que também está em jogo é o pós-Lula. Essa é a última vez que ele está nas urnas”, analisou. Segundo o deputado, diferentes lideranças do campo governista observam atentamente esse movimento, citando nomes como Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, Camilo Santana e a própria Simone Tebet.
“Todos estão de olho em quem vai ser o sucessor dele”, completou.
Caso Simone Tebet confirme uma candidatura fora do Estado, o cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul tende a passar por um rearranjo, especialmente nas disputas majoritárias. Nos bastidores, lideranças petistas avaliam que a mudança abriria espaço para novas composições políticas e fortalecimento de candidaturas locais alinhadas ao projeto nacional do partido.
A definição, no entanto, depende de articulações partidárias e do calendário eleitoral, que devem ganhar intensidade ao longo de 2025.
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