Campo Grande (MS), Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2024

DOURADOS

Ministério da Saúde alerta que Covid-19 não acabou e vacinas seguem fundamentais

Em Dourados, vacinação fez cair consideravelmente números de casos graves da doença e óbitos

08/05/2023

10:30

ASSECOM

Ministra Nísia Trindade reforçou importância da vacinação em cadeia de rádio e TV (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, fez pronunciamento, em cadeia nacional de rádio e televisão, na noite de domingo (7). A mensagem destacou a declaração da OMS (Organização Mundial de Saúde), que decretou o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional em relação à covid-19 após mais de três anos. De acordo com a entidade, o vírus se classifica agora como um “problema de saúde estabelecido e contínuo”.

Segundo a ministra, a medida deve ser comemorada, mas com ressalvas, já que a covid-19 ainda não acabou e a vacinação continua fundamental para se proteger contra formas graves da doença. “É uma grande vitória para a sociedade, possível graças à ciência e à vacinação, orientadas para o acesso à saúde. Ao mesmo tempo, o anúncio não significa o fim da circulação do vírus, mas uma mudança de abordagem”, disse, em postagem de rede social. 

Durante a transmissão, Nísia disse que infecções pelo vírus Sars-COV 2, responsável pela covid-19, vão continuar ocorrendo e que o momento é de fortalecimento dos sistemas de vigilância, diagnóstico, assistência e vacinação. Segundo ela, o vírus ainda sofrerá mutações e, por isso, os cuidados devem ser mantidos.

“É hora de intensificar a vacinação. As hospitalizações e óbitos pela covid-19 ocorrem principalmente em indivíduos que não tomaram as doses de vacina recomendadas. Por esta razão, o Ministério da Saúde, ao lado de estados e municípios, realiza desde fevereiro um movimento nacional pela vacinação de reforço para covid- 19. Esta é a forma mais eficaz e segura de proteger nossa população. Precisamos estar unidos pela saúde, em defesa da vida”, afirmou.

Em todo o mundo, a pandemia levou à morte mais de sete milhões de pessoas, número que pode estar subestimado. Somente no Brasil, o número de vidas perdidas ultrapassou as 700 mil.

Vacinas contra Covid-19 estão disponíveis nas UBS’s e ofertadas em diversas ações sociais (Foto: Rogério Vidmantas/Prefeitura de Dourados)

Dourados 

Desde o início da pandemia, o município de Dourados registrou 768 óbitos causados pela covid-19, mas, graças ao avanço da vacinação e as doses de reforço, o número de casos que se agravam e, principalmente de mortes, tem caído a cada semana. 

Em 2023, até o último boletim epidemiológico semanal da covid-19, foram confirmados 911 casos positivos de covid-19. Desses, apenas 20 pacientes evoluíram para forma mais grave e precisaram ser internados. Neste ano foram registrados cinco óbitos, o último há cerca de duas semanas.

De acordo com o gerente do Núcleo de Imunização da Sems (Secretaria Municipal de Saúde), Edvan Marcelo Marques, a vacinação faz toda a diferença na evolução desses números. “Quem está com o calendário vacinal em dia, se tiver contato com o coronavírus, a possibilidade de desenvolver forma grave da doença é mínima, o que evita a necessidade de internação também, desafogando o sistema de saúde, ao contrário do que aconteceu no auge da pandemia, quando ainda não tínhamos a vacina”, explica.

Outra vantagem da vacina é que, segundo as pesquisas, a pessoa que contrai a covid-19 com a imunização em dia, tem a possibilidade de transmissão do vírus diminuída consideravelmente. “A vacinação é a forma mais  eficaz de diminuir a contaminação e o surgimento de novas variantes do Coronavírus. É a melhor forma de proteção”, resume o farmacêutico Emerson Eduardo Corrêa, gerente do Núcleo de Vigilância Epidemiológica.

Em Dourados, as vacinas contra a Covid-19, assim como outras do PNI (Plano Nacional de Imunizações) estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde, na Sala de Vacinação do PAM e sempre são ofertadas também em ações sociais realizadas em diversos pontos da cidade.

Vacina bivalente da Pfizer podem ser aplicadas em pessoas com ciclo primário (Foto: Rogério Vidmantas/Prefeitura de Dourados)


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