Campo Grande (MS), Quarta-feira, 01 de Julho de 2026

Política / Eleições

Michelle avaliou deixar o PL após desgaste com Flávio Bolsonaro

Ex-primeira-dama foi orientada por aliados a permanecer no partido para não comprometer eventual candidatura neste ano

01/07/2026

08:15

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro chegou a discutir com aliados a possibilidade de deixar o PL após o agravamento da crise política e familiar envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A saída do partido, porém, foi desaconselhada por pessoas próximas, principalmente porque poderia inviabilizar uma eventual candidatura dela ainda neste ano.

Segundo relatos feitos à CNN, Michelle cogitou a mudança partidária como forma de buscar mais autonomia política em relação aos enteados. Entre as siglas citadas nos bastidores apareceram Republicanos e PP, partidos que abrigam aliadas próximas, como a senadora Damares Alves e a governadora Celina Leão.

A avaliação de aliados foi de que a troca neste momento traria mais prejuízos do que ganhos. Como o prazo de filiação partidária para disputar as eleições se encerrou em abril, uma mudança agora poderia impedir Michelle de concorrer. Por isso, a orientação repassada à ex-primeira-dama foi para que ela permaneça no PL e deixe uma eventual migração para uma etapa futura.

O movimento ocorre em meio ao desgaste aberto dentro do núcleo bolsonarista. Michelle anunciou na terça-feira, 30 de junho, sua saída do comando do PL Mulher. No mesmo dia, ela se reuniu com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, para tratar da crise.

De acordo com relatos, Valdemar reafirmou confiança em Michelle e pediu que ela participasse, nesta quarta-feira, 1º de julho, de um encontro de Flávio Bolsonaro com mulheres conservadoras. A ex-primeira-dama, no entanto, sinalizou que não pretende comparecer ao evento.

Nos bastidores, Michelle também teria comunicado que vai se dedicar nas próximas semanas aos cuidados de Jair Bolsonaro, que aguarda decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a manutenção ou não da prisão domiciliar.

Aliados afirmam que Michelle se surpreendeu com a repercussão negativa de um vídeo publicado nas redes sociais. A expectativa dela era receber apoio mais amplo da militância de direita, mas a reação interna aumentou a pressão sobre sua atuação política.

Para reduzir o desgaste, a orientação dada à ex-primeira-dama foi manter discrição nos próximos dias e evitar novas exposições públicas. A tendência, segundo aliados, é que Michelle só volte ao centro da cena política durante a campanha eleitoral, prevista para ganhar força em agosto.


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