Saúde / Cirurgias
Hospital do Pênfigo recebe R$ 11,4 milhões para ampliar cirurgias pelo SUS
Recursos do Vira CG Saúde devem financiar mais de 1,2 mil procedimentos, incluindo laqueaduras, bariátricas e cirurgias ortopédicas
30/06/2026
12:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O Hospital Adventista do Pênfigo passou a integrar oficialmente, nesta terça-feira, 30 de junho, o programa Vira CG Saúde, criado pela Prefeitura de Campo Grande para reduzir a fila de exames, consultas e cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde, o SUS.
A unidade receberá R$ 11,4 milhões para realizar mais de 1,2 mil procedimentos, com prioridade para laqueaduras, cirurgias gerais, ortopédicas, de coluna, bariátricas e procedimentos urológicos. A expectativa é acelerar atendimentos represados e diminuir o tempo de espera de pacientes regulados pela rede pública.
Segundo a Prefeitura, os primeiros atendimentos começam nos próximos dias. Mais de 300 pacientes já devem ser chamados para consultas e avaliações pré-operatórias, etapa necessária antes da realização das cirurgias. Todos os encaminhamentos serão feitos pelos sistemas oficiais de regulação.
O lançamento contou com a presença da prefeita Adriane Lopes, do PP, do senador Nelsinho Trad, do PSD, e do deputado federal Geraldo Resende, do PSDB. Os parlamentares representaram a bancada federal responsável pela destinação das emendas que financiam parte do programa.
Durante o evento, Adriane Lopes afirmou que o investimento no Hospital Adventista do Pênfigo permitirá ampliar a oferta de procedimentos e melhorar a estrutura de atendimento.
“São investimentos em cirurgias de laqueadura, cirurgias gerais, ortopédicas, de coluna, procedimentos urológicos, cirurgias bariátricas e também abertura de UTIs. Nós vamos trabalhar para melhorar a qualidade de vida, avançando na área da saúde”, afirmou a prefeita.
De acordo com Adriane, o Vira CG Saúde soma mais de R$ 60 milhões em investimentos em hospitais públicos, filantrópicos e privados conveniados ao SUS. A previsão é realizar mais de 24,8 mil atendimentos especializados, entre exames, consultas e cirurgias.
“Nós não estamos aqui apenas lançando um programa; nós estamos iniciando os exames e as cirurgias”, disse.
A prefeita lembrou que o programa já começou em instituições como a Funcraf e o Hospital Alfredo Abrão. Ela também defendeu a continuidade da iniciativa após a aplicação dos recursos atuais, com nova participação da bancada federal.
“Queremos conclamar a bancada federal para que, ao término desses recursos, possamos continuar investindo emendas para manter esse programa”, afirmou Adriane Lopes.
Durante o discurso, a prefeita voltou a dizer que Campo Grande atende uma demanda superior à sua população, por concentrar pacientes encaminhados de diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.
“Esse é o motivo de a Capital atender hoje cerca de 1,6 milhão de pessoas. A nossa estrutura de saúde está sobrecarregada. O município investe mais de 30% do seu orçamento em saúde pública. É suficiente? Não. Se fôssemos investir tudo o que precisa ser investido, passaríamos de 50% do orçamento”, afirmou.
Adriane Lopes também cobrou maior participação do Governo do Estado no financiamento da saúde da Capital. Segundo ela, enquanto a regionalização da assistência não estiver consolidada, Campo Grande continuará absorvendo grande parte dos atendimentos de média e alta complexidade.
“Nós também precisamos de mais aportes de recursos do Estado para Campo Grande, tendo em vista o atendimento da Capital e do interior. A regionalização da saúde é um sonho, é uma realidade que vai acontecer nos próximos anos, mas, concretamente, ela ainda não aconteceu. Então, a sobrecarga de Campo Grande hoje é muito grande”, declarou.
Presente em Campo Grande há 73 anos, o Hospital Adventista do Pênfigo atua como parceiro do SUS em atendimentos de média e alta complexidade. A unidade dispõe de 20 leitos de UTI e 30 leitos de enfermaria clínica.
A estrutura atual permite a realização mensal de 80 cirurgias gerais, 160 cirurgias ortopédicas eletivas e 160 consultas em cirurgia geral. Desde dezembro, o hospital já realizou mais de 1,2 mil cirurgias de média e alta complexidade com recursos do Governo do Estado destinados à MAC, a Média e Alta Complexidade, e à urgência.
Com a entrada no Vira CG Saúde, o hospital passa a ter papel ampliado na estratégia de redução da fila de cirurgias eletivas na Capital. Na prática, os recursos devem permitir mais procedimentos, menor espera por atendimento e alívio na demanda reprimida, especialmente em áreas como ortopedia, urologia e cirurgia geral.
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