Política / Luto
Laudo aponta choque anafilático como causa da morte de Grazielle Machado
Nota divulgada pelo gabinete de Londres Machado não informou qual substância provocou a reação alérgica
29/06/2026
11:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O laudo médico divulgado nesta segunda-feira, 29 de junho, apontou que a morte da ex-vereadora e ex-deputada estadual Grazielle Machado foi causada por choque anafilático. A informação foi repassada por meio de nota oficial do gabinete do deputado estadual Londres Machado, pai da ex-parlamentar.
A manifestação pública não detalha qual substância teria provocado a reação alérgica. Inicialmente, havia suspeita de que Grazielle pudesse ter contraído salmonela após consumir camarão, mas a nota oficial não confirma essa hipótese.
Segundo o comunicado, o documento médico concluiu que o óbito foi provocado por choque anafilático, uma reação alérgica grave, repentina e potencialmente fatal. O quadro pode ser desencadeado por alimentos, medicamentos, picadas de insetos ou outras substâncias capazes de provocar resposta intensa do organismo.
No choque anafilático, o corpo libera substâncias químicas em grande quantidade, o que pode causar queda brusca da pressão arterial e comprometer a chegada de sangue e oxigênio a órgãos vitais. A evolução costuma ser rápida e exige atendimento médico imediato.
Grazielle Machado morreu na madrugada de quarta-feira, 24 de junho, após permanecer dois dias internada em um hospital de Campo Grande.
As primeiras informações apontavam que, na segunda-feira, 22 de junho, ela teria consumido macarrão com camarão, alho e óleo. Depois da refeição, passou mal e foi levada ao hospital, onde ficou internada até a morte.
Na semana passada, o Hospital Cassems informou, por meio de nota, que não divulgaria as causas da morte da ex-deputada.
Filha do deputado estadual Londres Machado, do PP, e da ex-prefeita de Fátima do Sul, Ilda Salgado, Grazielle era publicitária, professora e também atuou como diretora da revista Ímpar.
Na política, foi eleita vereadora por Campo Grande em 2004 e reeleita outras duas vezes. Em 2014, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, sendo a mulher mais votada para a ALEMS naquele pleito. Ela não disputou a reeleição.
Em 2024, tentou retornar à Câmara Municipal de Campo Grande, mas ficou na suplência. Atualmente, exercia função de assessora na Secretaria de Estado da Casa Civil de Mato Grosso do Sul.
Grazielle Machado deixou marido e dois filhos. A morte da ex-parlamentar provocou comoção no meio político de Mato Grosso do Sul.
Em homenagem à trajetória dela, tanto a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul quanto a Câmara Municipal de Campo Grande decretaram luto oficial de três dias.
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