Política / Eleições 2026
PL aguarda pesquisas para definir segundo nome ao Senado em Mato Grosso do Sul
Reinaldo Azambuja afirmou que levantamentos da Quaest e do Paraná Pesquisas devem orientar escolha da legenda para a disputa
09/06/2026
10:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O Partido Liberal (PL) deve receber nesta semana duas pesquisas eleitorais que servirão de base para a definição do segundo nome da legenda na disputa ao Senado por Mato Grosso do Sul. A informação foi confirmada pelo presidente estadual do partido, o ex-governador Reinaldo Azambuja.
Segundo Azambuja, os levantamentos foram encomendados a dois institutos. A direção nacional do PL contratou o Paraná Pesquisas, enquanto o diretório regional solicitou uma sondagem à Quaest. Os resultados devem ser entregues ainda nesta semana e utilizados nas conversas internas sobre a composição da chapa.
O ex-governador afirmou que sua própria candidatura ao Senado foi acertada quando ingressou no partido, em diálogo com o presidente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto, e com o ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com Azambuja, houve garantia de que seu nome estaria entre os candidatos da legenda.
A indefinição ficou concentrada na segunda vaga. A disputa interna envolve o deputado federal Marcos Pollon, o ex-deputado estadual Renan Contar e a vice-prefeita de Dourados, Giane Nogueira, que também se apresentou como pré-candidata.
O nome de Marcos Pollon ganhou força após indicação atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Antes disso, as articulações internas envolviam principalmente Renan Contar, que também se filiou ao PL com a intenção de disputar o Senado.
A movimentação provocou debate dentro da legenda. O senador Flávio Bolsonaro, indicado pelo pai como pré-candidato à Presidência da República, chegou a afirmar que Jair Bolsonaro não tinha conhecimento dos acordos que já vinham sendo discutidos em Mato Grosso do Sul.
Ao comentar o processo, Reinaldo Azambuja disse que segue o que foi combinado com a direção nacional e com as lideranças do partido.
“Eu tô seguindo o que eu combinei e o que eles me autorizaram a fazer”, afirmou.
O presidente estadual do PL também declarou que os nomes que não forem escolhidos para a disputa ao Senado poderão buscar outras posições na eleição, como candidaturas a deputado federal ou deputado estadual. Segundo ele, há diferentes formas de contribuir com o partido, inclusive no apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
“Tem vários meios de ajudar o partido”, disse Azambuja.
A declaração foi feita nesta manhã, durante a abertura do 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, promovido pela Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul).
A eleição deste ano terá duas vagas ao Senado em disputa por Mato Grosso do Sul. Por isso, a montagem das chapas partidárias ganhou peso estratégico nas articulações estaduais, especialmente entre partidos que buscam ampliar espaço na bancada federal.
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