Saúde / Imunização
Vacina da gripe ganha alerta no Dia Nacional da Imunização com alta de casos respiratórios
Boletim InfoGripe aponta crescimento da SRAG no Brasil; influenza A está entre os principais vírus associados a casos graves e mortes.
08/06/2026
12:45
DA REDAÇÃO
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O Dia Nacional da Imunização, lembrado em 9 de junho, reforça a importância da vacinação contra a gripe em um momento de avanço dos quadros respiratórios no país. Dados recentes do boletim InfoGripe, da Fiocruz, indicam tendência de crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no curto e no longo prazo.
Segundo o levantamento, o aumento está relacionado principalmente à circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), da influenza A e do rinovírus. O cenário acende alerta para a prevenção, especialmente entre pessoas com maior risco de complicações.
A infectologista pediátrica Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde, explica que a gripe costuma provocar febre de início súbito, tosse, coriza, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares e dor de garganta. Embora muitos casos evoluam sem gravidade, alguns grupos exigem atenção redobrada.
Entre os mais vulneráveis estão idosos, bebês, pessoas com doenças crônicas e pacientes imunossuprimidos. Nesses casos, a influenza pode evoluir para complicações como pneumonia, infecções bacterianas secundárias e insuficiência respiratória, aumentando o risco de internação e morte.
Em 2026, o boletim da Fiocruz já registrou mais de 77 mil casos de SRAG no Brasil. Entre os casos positivos para vírus respiratórios, cerca de um quarto está associado à influenza A. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, quase metade dos óbitos com identificação viral teve relação com esse tipo de influenza.
A identificação do vírus responsável pelo quadro respiratório pode auxiliar na condução clínica do paciente. Um dos exames disponíveis é o minipainel respiratório, que utiliza metodologia RT-PCR para detectar, em uma única coleta, a presença de influenza A, incluindo H1N1, influenza B, VSR e Covid-19 (SARS-CoV-2).
O exame é indicado para pessoas com sintomas respiratórios, principalmente crianças pequenas, idosos e pacientes com maior risco de agravamento. A definição do agente causador ajuda no acompanhamento, no isolamento quando necessário e na tomada de decisões médicas.
Vacinação é a principal medida de prevenção
A vacina contra a influenza é recomendada para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade. Crianças entre seis meses e oito anos e 11 meses que serão vacinadas pela primeira vez devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas. Nos anos seguintes, a aplicação passa a ser anual.
A partir dos nove anos, a recomendação é de dose única anual. De forma geral, a vacinação deve ser adiada em pessoas que estejam com febre ou doença infecciosa aguda, até a melhora do quadro.
Segundo Sylvia Freire, a vacina da gripe é inativada, ou seja, produzida com vírus influenza quimicamente inativados e purificados. Ela estimula a resposta do sistema imunológico, incluindo a produção de anticorpos.
Quando uma pessoa vacinada entra em contato com o vírus influenza, o organismo tende a reconhecer o agente com mais rapidez. Isso reduz o risco de evolução para quadros graves, especialmente nos grupos mais vulneráveis.
No caso do vírus sincicial respiratório, as estratégias de prevenção variam conforme a idade e o risco individual. Bebês podem ser protegidos pela vacinação materna no terceiro trimestre da gestação, quando a mãe produz anticorpos que são transferidos ao bebê pela placenta.
Outra forma de proteção é o uso do Nirsevimabe, anticorpo monoclonal aplicado após o nascimento. A vacinação para gestantes está disponível tanto na rede pública quanto nos serviços privados. Para pessoas a partir de 18 anos com comorbidades e para idosos, há formulações disponíveis em serviços privados de vacinação.
Sobre o Grupo Sabin
Com 42 anos de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, gestão de pessoas, liderança feminina, práticas sustentáveis e atuação comunitária. A empresa nasceu em Brasília (DF), em 1984, fundada por Janete Vaz e Sandra Soares Costa.
Atualmente, o grupo conta com 7 mil colaboradores e atua em 14 estados e no Distrito Federal, com presença em 78 cidades e 362 unidades distribuídas pelo país.
O ecossistema de saúde do Grupo Sabin reúne serviços de análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo. Também oferece atenção primária por meio da Amparo Saúde e da plataforma integradora Rita Saúde, que conecta diferentes serviços e parceiros da área médica.
A ampliação da imunização e o diagnóstico adequado de doenças respiratórias seguem como medidas importantes para reduzir internações, proteger grupos de risco e evitar complicações durante períodos de maior circulação viral.
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