Campo Grande (MS), Terça-feira, 28 de Julho de 2026

Política / Eleições 2026

Michelle reforça apoio a Marcos Pollon e amplia disputa interna do PL pelo Senado em MS

Ex-primeira-dama contrariou sinalização de Flávio Bolsonaro e reafirmou que deputado federal é o nome apoiado por Jair Bolsonaro no Estado

02/06/2026

09:30

DA REDAÇÃO

©REPRODUÇÃO

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a movimentar a disputa interna do PL em Mato Grosso do Sul ao reafirmar apoio ao deputado federal Marcos Pollon como candidato ao Senado com o respaldo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação contraria a articulação feita pelo senador Flávio Bolsonaro, que esteve recentemente em Campo Grande para tentar acomodar a disputa entre os pré-candidatos da sigla no Estado.

A declaração de Michelle ocorreu em uma postagem de Pollon, na qual o parlamentar voltou a divulgar uma carta atribuída a Bolsonaro, escrita quando o ex-presidente estava preso na Papudinha, cumprindo pena de 27 anos pela condenação no caso da tentativa de golpe de Estado. No documento, Pollon aparece como o primeiro nome da preferência de Bolsonaro para a disputa ao Senado.

“Você continua sendo o nosso candidato”, escreveu Michelle Bolsonaro na publicação do deputado.

A fala reforçou a posição de Pollon em meio ao racha interno do partido. O PL conta atualmente com três nomes que buscam espaço na chapa para as duas vagas ao Senado por Mato Grosso do Sul: Marcos Pollon, o ex-deputado estadual Capitão Contar e a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira. Além deles, o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual da legenda, também trabalha para consolidar sua candidatura.

Flávio Bolsonaro tenta pacificar disputa no Estado

A manifestação de Michelle vai em sentido diferente da articulação conduzida por Flávio Bolsonaro. Durante passagem por Campo Grande, o senador buscou tranquilizar Reinaldo Azambuja e indicou que o ex-governador seria tratado como o principal nome do partido na corrida ao Senado.

Segundo a articulação conduzida por Flávio, a segunda vaga da chapa seria definida por meio de pesquisa interna encomendada pelo partido. Estariam nessa disputa Marcos Pollon, Capitão Contar e Gianni Nogueira.

O gesto de Michelle, no entanto, fortaleceu Pollon e ampliou a pressão sobre a direção estadual do PL. O deputado é desafeto declarado de Reinaldo Azambuja e já afirmou anteriormente que não votaria no ex-governador quando ele ainda era filiado ao PSDB.

Pollon vê carta de Bolsonaro como reconhecimento político

Após receber o apoio público de Michelle, Marcos Pollon afirmou que a carta de Jair Bolsonaro representa um reconhecimento ao trabalho desempenhado por ele no mandato.

“Você pode ver que o presidente Bolsonaro acompanha de perto o seu trabalho, sabe de sua dedicação, a ponto de mesmo tendo dito que sairia uma carta com todos os pré-candidatos, ele antecipa e coloca uma carta específica com o meu nome. Isso emocionou muita gente. Renova o ânimo. É um atestado de que você fez um bom mandato. Fez um bom trabalho. Sua honestidade e honra são reconhecidas”, afirmou o parlamentar.

A estratégia de Pollon é usar a carta atribuída a Bolsonaro e o apoio público de Michelle como instrumentos políticos para se fortalecer na convenção partidária. Do outro lado, Reinaldo Azambuja conta com o respaldo de Flávio Bolsonaro e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Pesquisas indicam disputa acirrada

Nas pesquisas divulgadas nos últimos dias, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar aparecem entre os nomes mais competitivos para o Senado em Mato Grosso do Sul. Marcos Pollon, por sua vez, surge atrás da senadora Soraya Thronicke (PSB) e do deputado federal Vander Loubet (PT).

Apesar disso, o deputado aposta no peso simbólico do apoio direto de Bolsonaro e de Michelle para tentar se impor dentro do partido e garantir espaço na chapa majoritária.

Influência de Michelle já provocou mudanças em outros estados

A movimentação de Michelle Bolsonaro em Mato Grosso do Sul ocorre em um contexto de maior influência da ex-primeira-dama nas articulações eleitorais do PL em outros estados.

No Ceará, ela conseguiu interferir na posição do partido, que retirou apoio a Ciro Gomes (PSDB) após críticas públicas feitas por ela à aliança. Em Santa Catarina, Michelle também atuou para garantir a candidatura da deputada Carol de Toni ao Senado e barrar o apoio dos liberais à reeleição do senador Esperidião Amin (PP).

Com isso, a disputa interna do PL em Mato Grosso do Sul tende a ganhar novos capítulos. De um lado, Pollon tenta transformar o apoio de Michelle e de Bolsonaro em capital político. De outro, Reinaldo Azambuja trabalha para preservar o controle da legenda no Estado e consolidar sua candidatura ao Senado.

 


Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Últimas Notícias

Veja Mais

Envie Sua Notícia

Envie pelo site

Envie pelo Whatsapp

Rede News MS © 2021 Todos os direitos reservados.

PROIBIDA A REPRODUÇÃO, transmissão e redistribuição sem autorização expressa.

Site desenvolvido por: