Política / Eleições 2026
PL deve definir nos próximos dias quem disputará vaga ao Senado em Mato Grosso do Sul
Reinaldo Azambuja aguarda resultado de pesquisas para encaminhar escolha entre Capitão Contar e Marcos Pollon na disputa de 2026
02/06/2026
08:15
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O presidente estadual do PL em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, deve concluir nos próximos dias uma etapa decisiva da articulação interna do partido para a disputa ao Senado em 2026. A definição passa pela escolha de qual nome bolsonarista permanecerá no projeto eleitoral da sigla: Capitão Contar (PL) ou Marcos Pollon (PL).
A decisão será tomada a partir de pesquisas encomendadas pelo partido. Segundo integrantes da legenda, os levantamentos já foram concluídos e os dados deverão ser apresentados à direção nacional do PL e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes da definição final.
A escolha terá efeito direto sobre o futuro político dos dois pré-candidatos. Como a janela partidária já se encerrou, quem ficar fora da chapa não terá alternativa imediata de troca de legenda para disputar o Senado por outro partido.
A disputa interna começou a ganhar força ainda durante a janela partidária. Capitão Contar foi convencido a permanecer no PL com a expectativa de viabilizar candidatura ao Senado. Depois, Marcos Pollon também decidiu continuar na sigla, após manifestação atribuída a Jair Bolsonaro, que teria indicado preferência por seu nome e o levado a desistir de uma eventual mudança para o Partido Novo.
Reinaldo ampliou influência no PL após articulação municipal
A movimentação de Reinaldo Azambuja dentro do PL começou ainda na eleição municipal de Campo Grande, quando o ex-governador articulou apoio de Jair Bolsonaro à candidatura de Beto Pereira à Prefeitura da Capital. Em troca, assumiu o compromisso de organizar a legenda no Estado.
A estratégia, porém, não teve o resultado esperado nas urnas. Beto Pereira não avançou para o segundo turno, mas Reinaldo Azambuja manteve o processo de migração política e passou a comandar o PL em Mato Grosso do Sul.
Antes da mudança, durante reunião com o diretório estadual do PSDB, partido pelo qual construiu boa parte de sua trajetória política, Reinaldo chegou a classificar a ida para o PL como um “sacrifício”.
Contar e Pollon aguardam definição nacional
A situação interna ficou mais sensível com a filiação de Capitão Contar em Brasília, após sinalizações de lideranças nacionais de que ele teria espaço para disputar o Senado. A possibilidade chegou a ser mencionada publicamente pelo presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto.
Pouco depois, um episódio envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acirrou o ambiente. Veio a público uma anotação na qual supostamente constava que Marcos Pollon teria pedido R$ 15 milhões para desistir de uma candidatura. O caso aumentou a tensão entre os grupos internos da legenda.
Na sequência, Reinaldo Azambuja viajou a Brasília acompanhado do governador Eduardo Riedel (PP) para uma reunião com Flávio Bolsonaro, já apontado como nome do PL para a disputa presidencial. Após o encontro, ficou acertado que a definição da candidatura ao Senado em Mato Grosso do Sul seria feita com base em pesquisas.
Desde então, Capitão Contar e Marcos Pollon mantêm a expectativa de serem escolhidos. A definição, no entanto, deve confirmar apenas um nome na disputa e deixar o outro fora do projeto majoritário da sigla.
Com o comando estadual do partido nas mãos de Reinaldo Azambuja, a escolha também deve indicar o grau de influência do ex-governador sobre o espaço bolsonarista em Mato Grosso do Sul. A decisão final será uma das principais movimentações do PL no Estado antes da montagem oficial das chapas para 2026.
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