Política / Fronteira
Nelsinho Trad articula acordo entre Parlasul e Parlim para fortalecer cidades de fronteira
Carta assinada em Montevidéu amplia diálogo institucional e deve beneficiar Ponta Porã e Pedro Juan Caballero
27/04/2026
15:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O senador Nelsinho Trad (PSD/MS) articulou a assinatura da Carta de Intenção entre o Parlamento do Mercosul (Parlasul) e o Parlamento Internacional Municipal (Parlim), formalizada nesta segunda-feira, 27 de abril, em Montevidéu, no Uruguai. O acordo cria um novo canal de cooperação entre o parlamento regional do Mercosul e legislativos municipais de cidades de fronteira.
A iniciativa tem impacto direto para Mato Grosso do Sul, especialmente para a região formada por Ponta Porã, no Brasil, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. As duas cidades mantêm forte integração social, econômica e urbana, o que exige soluções conjuntas para temas como mobilidade, segurança, comércio, serviços públicos e desenvolvimento regional.
Segundo Nelsinho Trad, o acordo estabelece uma ponte permanente de diálogo entre os parlamentos, permitindo a troca de experiências e a construção de propostas voltadas às demandas reais das cidades fronteiriças.
“O Parlim é um espaço de articulação entre legislativos de cidades gêmeas de fronteira, como Ponta Porã, no Brasil, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Já o Parlasul é o órgão legislativo regional que representa os cidadãos dos países do Mercosul e atua no fortalecimento da integração sul-americana”, explicou o senador.

A assinatura ocorreu durante a Sessão Plenária do Parlasul, presidida pelo deputado paraguaio Rodrigo Gamarra. Também participaram autoridades de Mato Grosso do Sul, entre elas o presidente da Câmara Municipal de Ponta Porã, Jelson Bernabé de Oliveira, e o vereador Agnaldo Pereira Lima.
Para Agnaldo Pereira Lima, a formalização da carta é resultado de uma articulação iniciada anteriormente por Nelsinho Trad, inclusive com debate público realizado em Ponta Porã sobre integração fronteiriça.
“É o resultado de trabalho conduzido pelo senador Nelsinho Trad, que já havia impulsionado o debate sobre integração fronteiriça em audiência pública realizada em Ponta Porã no último ano”, afirmou o vereador.
Durante a sessão no Parlasul, Nelsinho Trad também defendeu o acompanhamento da implementação do Acordo Mercosul-União Europeia, que entra em vigor provisoriamente em 1º de maio. Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o parlamentar afirmou que o tratado pode gerar efeitos importantes para setores produtivos de Mato Grosso do Sul.
O acordo, aguardado há 26 anos, envolve um mercado estimado em cerca de 700 milhões de pessoas e um PIB de aproximadamente US$ 22 trilhões. Para o senador, tanto o agronegócio quanto a indústria podem ser beneficiados com a ampliação das relações comerciais.
“Tanto o setor do agro quanto o da indústria serão beneficiados”, afirmou Nelsinho Trad.
O parlamentar ressaltou que os impactos positivos podem chegar também à população que atua em atividades ligadas à cadeia produtiva, ao comércio e aos serviços.
“Isso chega na ponta. Beneficia o pequeno produtor, o trabalhador do campo, o motorista, quem atua nos frigoríficos, no comércio e nos serviços. É emprego, renda e oportunidade para as famílias”, pontuou.
Apesar da defesa do acordo, Nelsinho Trad afirmou que a abertura comercial precisa ser acompanhada de perto para evitar desequilíbrios e proteger os produtores. Segundo ele, o monitoramento técnico e legislativo será essencial para identificar riscos e corrigir eventuais distorções.
Como presidente da Comissão de Relações Exteriores, o senador lembrou que já foi criado um grupo de trabalho no Senado Federal para acompanhar a implementação do tratado. Ele sugeriu que os demais parlamentos do Mercosul adotem iniciativa semelhante.
“Criar grupos de trabalho com técnicos e parlamentares é fundamental para estender a mão ao produtor e mitigar eventuais distorções”, afirmou.
Com a assinatura da carta entre Parlasul e Parlim, a expectativa é fortalecer a atuação conjunta entre legislativos regionais e municipais, especialmente em áreas de fronteira que dependem de cooperação permanente para enfrentar problemas comuns e aproveitar oportunidades econômicas.
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