Política / Estadual
Janela partidária termina com avanço do PL e esvaziamento do PSDB na Assembleia de MS
Prazo para troca de legenda se encerra nesta sexta-feira, 3 de abril, após forte rearranjo nas bancadas estaduais e mudanças também na representação federal
03/04/2026
07:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A janela partidária se encerra nesta sexta-feira, 3 de abril, deixando um novo desenho político em Mato Grosso do Sul. O período de trocas alterou de forma expressiva a composição das bancadas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e também provocou mudanças entre os representantes do Estado na Câmara dos Deputados. Ao fim das movimentações, o PL consolidou a maior bancada estadual, enquanto o PSDB, que antes liderava em número de cadeiras, foi a sigla mais atingida pelo processo.
Na Alems, o novo cenário confirma o fortalecimento do PL, que passou a reunir sete deputados estaduais após a chegada de novos filiados. A legenda manteve Coronel David e Neno Razuk, recebeu Mara Caseiro, Paulo Corrêa e Zé Teixeira, oriundos do PSDB, além de Márcio Fernandes, que deixou o MDB, e Lucas de Lima, que se filiou ao partido nos últimos dias. Com isso, o PL encerra a janela como a maior força partidária da Casa.
O principal impacto recaiu sobre o PSDB, que viu sua bancada encolher de maneira significativa. A legenda, que anteriormente contava com seis cadeiras, passou a ter quatro parlamentares: Lia Nogueira, Pedro Caravina, Paulo Duarte e Jamilson Name. A sigla perdeu nomes históricos no processo e terminou a janela em posição bem menos robusta do que ocupava no início da legislatura.
O Republicanos também saiu fortalecido. O partido manteve Antônio Vaz e incorporou Renato Câmara, ex-MDB, Roberto Hashioka, que deixou o União Brasil, e Pedro Pedrossian Neto, vindo do PSD. Com isso, a legenda chegou a quatro cadeiras na Assembleia e ampliou sua presença no tabuleiro político estadual.
Na bancada do PT, não houve alterações. Permaneceram na legenda os deputados Gleice Jane, Pedro Kemp e Zeca do PT, preservando a composição original do partido durante toda a janela. O PP, por sua vez, manteve Gerson Claro e Londres Machado, sem mudanças em sua representação na Casa.
Outras legendas também encerram o período com participação menor, mas estrategicamente relevante. O União Brasil passou a contar com Professor Rinaldo Modesto, que se filiou ao partido após deixar o Podemos. O MDB ficou com apenas Junior Mochi. O Avante recebeu Lídio Lopes, enquanto o Novo passou a ter João Henrique Catan, que deixou o PL.
A janela partidária também provocou o desaparecimento de duas siglas da composição da Alems. O PSD perdeu sua única cadeira com a saída de Pedro Pedrossian Neto, enquanto o PSB deixou de ter representação após a migração de Paulo Duarte para o PSDB. O resultado evidencia a reorganização das forças partidárias no Estado já com foco na disputa eleitoral deste ano.
Na bancada federal de Mato Grosso do Sul, o processo também foi marcado por mudanças expressivas, sobretudo no PSDB. A sigla perdeu os três deputados federais que ainda possuía: Dagoberto Nogueira migrou para o PP, Beto Pereira foi para o Republicanos e Geraldo Resende se filiou ao União Brasil. Com isso, os tucanos ficaram sem representação da bancada sul-mato-grossense na Câmara.
Por outro lado, permaneceram em seus partidos os deputados federais Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, ambos do PL, Camila Jara e Vander Loubet, do PT, além de Luiz Ovando, do PP. No Senado, não houve alteração entre os representantes do Estado: Soraya Thronicke segue no Podemos, Nelsinho Trad permanece no PSD e Tereza Cristina continua no PP.
Com o encerramento da janela, o novo mapa partidário de Mato Grosso do Sul passa a refletir uma disputa mais concentrada entre partidos que buscam ampliar bancadas e fortalecer chapas proporcionais. O saldo político do período mostra um PL em expansão, um Republicanos em crescimento e um PSDB profundamente esvaziado, cenário que deve influenciar diretamente as articulações para as eleições de 2026.
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