Política / Governo
Lula diz que governo ampliou apoio aos municípios e defende alcance nacional do Novo PAC
Presidente afirma que programa atende a maior parte das cidades brasileiras, destaca políticas de inclusão social e anuncia estudo para expandir a modalidade Compra Assistida em todo o país
02/04/2026
10:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 2 de abril, em Salvador, que o governo federal ampliou de forma significativa o atendimento aos prefeitos e defendeu o caráter nacional do Novo PAC como uma das principais marcas de sua gestão. Durante entrevista à TV Record Bahia, Lula destacou que o programa foi estruturado a partir do diálogo com governadores e prefeituras e disse que, atualmente, os investimentos chegam à maior parte dos municípios brasileiros.
Segundo o presidente, a construção do Novo PAC começou com uma reunião com os 27 governadores, de diferentes partidos, e avançou com a participação dos municípios. De acordo com Lula, sobretudo nas obras de infraestrutura, o programa já contempla quase 90% das cidades do país, a partir dos projetos apresentados pelos gestores locais.
Ao comentar o atual mandato, Lula afirmou que o aspecto de que mais se orgulha é o fortalecimento das políticas de inclusão social, tanto na Bahia quanto no restante do país. O presidente disse que, além de investir em ponte, estrada, ferrovia e rodovia, o governo mantém como prioridade o atendimento às parcelas mais vulneráveis da população, com ações voltadas à redução das desigualdades e à ampliação da proteção social.
Na entrevista, o chefe do Executivo também voltou a afirmar que o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome da ONU. Ao relembrar os indicadores de diferentes períodos, Lula sustentou que o país conseguiu, pela segunda vez, reduzir de forma expressiva o número de pessoas em situação de fome, associando esse resultado à retomada de políticas sociais e à melhora das condições econômicas.
Lula ainda destacou que o governo criou mecanismos de proteção para a população de menor renda, citando medidas como a valorização do salário mínimo acima da inflação, a ampliação da massa salarial, a Farmácia Popular, o Gás do Povo, o Luz para Todos e os programas habitacionais. Na avaliação do presidente, essas ações contribuem para elevar o padrão de vida da população mais humilde e garantir condições mais dignas de sobrevivência.
Ao tratar da política habitacional, o presidente ressaltou o desempenho do Minha Casa, Minha Vida, criado em seus governos, e afirmou que o programa alcançou resultados recordes em 2025, impulsionado por orçamento de aproximadamente R$ 180 bilhões. Lula declarou que a meta inicial de dois milhões de moradias foi ampliada e que, ao final do mandato, o governo pretende contratar três milhões de casas dentro do programa. Além disso, mencionou a destinação de mais R$ 40 bilhões para reformas habitacionais.
Outro ponto enfatizado pelo presidente foi a modalidade Compra Assistida, criada no âmbito do Minha Casa, Minha Vida Reconstrução para atender famílias atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024. Lula afirmou que a experiência foi positiva e revelou que o governo estuda transformar o modelo em uma política permanente de alcance nacional. A lógica da medida é adquirir imóveis já existentes, agilizando a entrega de moradia a famílias que perderam suas casas.
Segundo o presidente, a experiência no território gaúcho demonstrou que, em determinadas situações, comprar imóveis prontos pode ser mais rápido e eficiente do que iniciar novas construções. Por isso, o governo avalia a possibilidade de incorporar de forma definitiva esse mecanismo às políticas habitacionais federais, ampliando a capacidade de resposta em situações de emergência e também no atendimento habitacional regular.
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