Política Eleitoral / Tempo de TV
Coligação de Riedel concentra maioria do tempo de propaganda e pode alcançar 68%
Aliança com seis partidos já garante 59% da divisão eleitoral; eventual apoio do PSD ampliaria vantagem
26/02/2026
15:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A articulação política liderada pelo governador Eduardo Riedel (PP), que se movimenta para disputar a reeleição, já assegura maioria significativa no tempo de propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão. Com seis partidos praticamente confirmados na coligação, o bloco soma aproximadamente 59% do tempo total disponível.
Integram a base que sustenta essa projeção o PL (99 deputados federais), União Brasil (59), PP (47), PSDB (18), MDB (42) e Republicanos (40). O critério para a divisão do tempo de propaganda considera o número de deputados federais eleitos por cada legenda, o que também impacta diretamente o volume de recursos do fundo eleitoral destinado às campanhas.
Caso haja formalização de apoio do PSD, que possui 42 deputados federais, o percentual da coligação pode atingir até 68% do tempo de propaganda, ampliando de forma expressiva a vantagem na exposição midiática durante o período eleitoral.
No campo da oposição, o pré-candidato do PT, Fábio Trad, desponta com o segundo maior tempo estimado. O partido detém cerca de 15% do tempo de propaganda, podendo alcançar aproximadamente 25% com a adesão de legendas como PSB, Podemos e PDT, que juntas somam cerca de 10% adicionais.
A distribuição do tempo e dos recursos de campanha é fator determinante nas estratégias eleitorais. Em 2022, por exemplo, o então governador Reinaldo Azambuja (PSDB) articulou a entrada do PL na campanha de Beto Pereira (PSDB), ampliando o tempo e os recursos disponíveis. À época, houve compromisso político que envolvia futura filiação partidária.
No cenário atual, parlamentares como João Henrique Catan (PL) e Marcos Pollon (PL) anunciaram pré-candidaturas, mas dependem da definição da direção partidária quanto ao posicionamento oficial da legenda. Caso não integrem a coligação majoritária, terão acesso reduzido ao tempo de propaganda e aos recursos financeiros.
Outros nomes já colocados como pré-candidatos, como Lucien Rezende (PSOL) e Beto Figueiró (Democracia Cristã), também enfrentam limitações estruturais relacionadas à menor representatividade parlamentar de suas siglas.
A consolidação das alianças deverá definir não apenas a distribuição do tempo de propaganda, mas também o desenho estratégico da disputa no Estado.

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