Campo Grande (MS), Sábado, 07 de Fevereiro de 2026

Política / Eleições 2026

Declarações de Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira reacendem tensão sobre aliança do PL com grupo governista em MS

Setor bolsonarista pressiona por candidatura própria e resiste a acordo com Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja

07/02/2026

07:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A articulação nacional envolvendo o Partido Liberal (PL) e o Progressistas (PP) voltou a provocar reflexos no cenário político de Mato Grosso do Sul. Declarações recentes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, foram interpretadas por integrantes do bloco bolsonarista local como sinais de possível reavaliação do acordo firmado com o grupo do governador Eduardo Riedel (PP) e do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).

O entendimento costurado entre as cúpulas partidárias prevê, no Estado, apoio do PL à reeleição de Eduardo Riedel ao Governo, com contrapartida para viabilizar a eleição de ao menos um senador da legenda. Entretanto, uma ala do PL alinhada diretamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro defende candidatura própria ao Executivo e rejeita a composição com o atual governo.

Repercussão nacional influencia cenário local

O embate interno ocorrido em Santa Catarina, onde dirigentes do PL resistem à orientação do presidente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto, também repercutiu em Mato Grosso do Sul. No Estado catarinense, parte da legenda se opõe ao apoio ao grupo ligado ao senador Esperidião Amin (PP-SC), defendendo a candidatura de Carol de Toni (PL-SC).

A tensão expôs divergências internas e animou setores do PL sul-mato-grossense que avaliam como remota, mas possível, uma ruptura no acordo nacional com o PP.

Declarações ampliam incertezas

Em entrevista recente, Flávio Bolsonaro defendeu que o PL lance candidatos próprios ao Governo e ao Senado em todos os estados. Já Ciro Nogueira condicionou eventual apoio a candidaturas do PL à moderação do discurso durante a campanha, especialmente em relação a posições consideradas mais radicais.

As manifestações foram interpretadas como sinal de que o alinhamento automático entre PL e PP pode enfrentar resistências regionais.

Expectativa de racha interno

No plano estadual, os deputados Marcos Pollon (PL) e João Henrique Catan (PL) já anunciaram intenção de disputar o Governo de Mato Grosso do Sul. Ambos aguardam o encerramento da chamada “janela partidária” para avaliar os próximos passos. Caso o acordo com o grupo governista seja mantido, não está descartada a possibilidade de mudança de legenda.

Nesta semana, Reinaldo Azambuja reuniu-se com lideranças nacionais do PL e afirmou que o compromisso firmado permanece válido. No entanto, integrantes da ala bolsonarista sustentam que há insatisfação interna e relatam pressões nos bastidores.

Convites e movimentações partidárias

O deputado João Henrique Catan recebeu convite do Partido Novo para se filiar e disputar o Governo do Estado. Também houve sinalização do PRD para eventual filiação.

Apesar da movimentação, o cenário oficial ainda aponta manutenção do acordo entre PL e PP em Mato Grosso do Sul. A consolidação ou não da aliança dependerá dos desdobramentos nacionais e da capacidade das lideranças locais de manter coesão interna.

O ambiente político no Estado segue em fase de articulação, com definições esperadas nos próximos meses.


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