Política / Partidos
MDB de MS aguarda definição de Simone Tebet para unificar palanque em 2026
Sigla mantém apoio ao governo Riedel, mas decisão da direção nacional pode redesenhar alianças no Estado
20/01/2026
10:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Enquanto diversos partidos já aceleram as articulações para as eleições de 2026, o MDB de Mato Grosso do Sul segue em compasso de espera diante da indefinição do futuro político da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. A principal dúvida envolve uma eventual candidatura ao Senado Federal, que pode ocorrer tanto por Mato Grosso do Sul quanto por São Paulo, além de especulações sobre uma disputa pelo Palácio dos Bandeirantes contra Tarcísio de Freitas.
Sem “bater o martelo”, Simone mantém silêncio público, enquanto o MDB estadual segue apoiando o bloco governista do governador Eduardo Riedel (PP). No entanto, dirigentes reconhecem que uma decisão da direção nacional do MDB pode alterar o cenário e impactar diretamente o palanque sul-mato-grossense.
Nos bastidores, circulam informações sobre uma possível mudança de partido por parte da ministra. Lideranças de legendas aliadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que o vice-presidente Geraldo Alckmin teria convidado Simone para disputar o Senado por São Paulo pelo PSB. Também já houve especulações, ainda sem confirmação, sobre uma eventual candidatura presidencial.
Enquanto isso, o MDB de MS mantém o apoio ao governo Riedel, ciente de que a posição da Executiva Nacional pode exigir reavaliação das estratégias locais.
O presidente estadual do MDB, Waldemir Moka, já afirmou que o partido poderia apoiar Simone caso ela dispute o Senado por MS, mas ponderou que a ministra precisaria “mudar o discurso”. A sigla trabalha hoje com a perspectiva de apoiar a reeleição de Eduardo Riedel e observa a existência de dois pré-candidatos do PL ao Senado, o que amplia a complexidade do arranjo político.
No diretório municipal, o presidente Jamal Salém declarou apoio pessoal à ministra, independentemente do cenário partidário.
“O que ela decidir, vai ter o meu apoio”, afirmou, ao destacar vínculos políticos e pessoais com Simone.
As indefinições também expõem divergências internas. O deputado estadual Junior Mochi, filiado ao MDB há mais de quatro décadas, admitiu que não descarta deixar a sigla caso Simone dispute o Senado por MS mantendo alinhamento ao governo Lula.
“Temos um acordo para apoiar Eduardo Riedel. Precisamos entender se haverá palanque independente. Estou há 44 anos no MDB, mas, dependendo da condução, talvez essa seja a alternativa”, declarou.
O desfecho dessas discussões pode impactar significativamente a estratégia eleitoral do MDB em Mato Grosso do Sul. O vereador Júnior Coringa confirmou a possibilidade de uma reunião interna para debater o futuro do partido.
“Se a Simone for candidata ao Senado aqui no Estado, o cenário muda. Precisamos urgentemente de uma reunião com ela”, destacou.
Em síntese: o MDB sul-mato-grossense mantém o apoio ao governo estadual, mas a indefinição de Simone Tebet e a posição da direção nacional seguem como fatores decisivos para a unificação — ou não — do palanque em 2026.
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