Política / Justiça
Em evento, Tarcísio defende discutir prisão perpétua no Brasil por meio de referendo em 2026
Governador de São Paulo cita exemplo de Nayib Bukele e cobra do Congresso medidas mais duras contra crime organizado
30/11/2025
08:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu na quinta-feira (27) a adoção da prisão perpétua no Brasil para determinados tipos de crime. A declaração foi feita durante o Annual Meeting da XP Asset Management, em encontro com agentes do mercado financeiro. Pré-candidato nas eleições de 2026 — ainda sem definição se disputará a reeleição no Estado ou a Presidência da República — ele afirmou que a proposta poderia ser levada a referendo já no pleito de 2026.
Segundo Tarcísio, o país precisa “encarar a segurança de forma diferente”, com mudanças estruturais na legislação penal. Ele afirmou que "quantas pessoas não se instalam em um determinado local por falta de segurança?", em defesa de medidas mais duras para combater o crime organizado.
Durante o evento, o governador elogiou o modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que se tornou conhecido pela política de tolerância zero contra facções criminosas. O salvadorenho consolidou apoio interno após reduzir drasticamente os índices de criminalidade, mas é alvo de críticas internacionais por supostas violações de direitos humanos.
Tarcísio tratou Bukele como exemplo de enfrentamento firme ao crime e sugeriu que o Brasil deveria debater soluções mais contundentes. A defesa do modelo salvadorenho tem sido frequentemente adotada por grupos de extrema direita no Brasil, nos Estados Unidos e em outros países.
Questionado sobre como o Congresso tem conduzido as mudanças legislativas relativas ao crime organizado, Tarcísio afirmou que o Parlamento precisa aprovar normas capazes de “aumentar o custo do crime”. Ele pediu novas medidas que reforcem o papel do Estado em áreas dominadas por facções.
O governador também defendeu as operações da Polícia Militar, como Escudo e Verão, realizadas no litoral paulista e que resultaram em pelo menos 84 mortos. Para ele, as ações foram necessárias para impedir que organizações criminosas consolidassem controle territorial.
“Não é razoável deixar que alguém ou algum grupo domine um território e passe a impor sua própria regra. O Estado não pode permitir que áreas sejam dominadas por criminosos. Por isso, as operações pesadas que fizemos na Baixada Santista eram necessárias para não perder o controle da situação”, afirmou.
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