Educação no Trânsito
Campo Grande lança Escola Municipal de Trânsito com foco em educação e sustentabilidade
Projeto une ações educativas, pesquisas e mascote ambiental para promover cultura de respeito no trânsito da Capital
21/03/2025
12:00
DA REDAÇÃO
Prefeita Adriane Lopes colando na sede a placa de revitalização da Agetran (Foto: Raíssa Rojas)
Com o objetivo de reduzir infrações e promover mais segurança nas vias da Capital, foi lançada nesta quinta-feira (21) a Escola Municipal de Trânsito de Campo Grande, uma iniciativa que integra o plano de governo da gestão municipal. O projeto foi apresentado durante a entrega da revitalização da sede da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e traz como novidade a arara-canindé como mascote oficial da escola.
A proposta visa atuar de forma educativa, preventiva e participativa, com cursos, simuladores de risco, oficinas e ações formativas voltadas a crianças, adolescentes, motoristas, ciclistas, pedestres e empresas.
“Se nós não tivermos uma educação que traga consciência ao cidadão sobre a importância do cuidado no trânsito, vamos sofrer muito nos próximos anos”, afirmou a prefeita Adriane Lopes (PP).
Segundo Regina Duarte, presidente do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran-MS), a criação da escola atende ao que prevê o Código de Trânsito Brasileiro, que determina a existência de uma unidade pública voltada à educação viária em todos os municípios com órgão executivo de trânsito.
“A escola não é voltada apenas para crianças. Indústrias, comércios e empresas também serão contempladas. É um espaço de formação para todos”, destacou Regina.
Além da parte educativa, a Escola Municipal de Trânsito também atuará como centro de pesquisa, com foco em educação ambiental e análise do impacto do trânsito urbano na fauna local.
“Queremos incutir desde cedo o respeito às leis de trânsito. Educação é a base para melhorar a vida do cidadão”, afirmou o presidente da Agetran, Paulo da Silva.
A arara-canindé foi escolhida como símbolo do projeto por ser um ícone de Campo Grande e estar presente em diversos pontos da cidade, especialmente em áreas com palmeiras mortas e vegetação exótica.
Inicialmente, a mascote seria uma arara-azul, mas estudos realizados pelo Instituto Arara-Azul, liderado pela bióloga Neiva Guedes, mostraram alterações celulares em araras-canindé que vivem em áreas de tráfego intenso, comparadas às que habitam regiões mais arborizadas.
“Notamos uma diferença no núcleo das células das araras nascidas em áreas com menos arborização e mais tráfego de veículos. Queremos usar esses dados para alertar sobre os efeitos do trânsito e melhorar a qualidade de vida das aves e das pessoas”, explicou Neiva.
A escolha do mascote reforça o viés ambiental da escola, que busca não apenas formar cidadãos mais conscientes, mas também promover reflexões sobre os impactos urbanos na biodiversidade e na sustentabilidade.
Com a estrutura pedagógica já elaborada, a Escola Municipal de Trânsito deve iniciar as ações práticas nos próximos meses, com cronograma a ser definido em conjunto com a prefeitura e a Agetran.
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