POLÍTICA
Senador Nelsinho Trad lidera mobilização contra proposta da ANS que ameaça a saúde das mulheres
Parlamentar defende ampliação do rastreamento mamográfico e exige regulação das big techs para combater vício digital
24/01/2025
15:35
ASSECOM
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), médico e defensor da saúde pública, está mobilizando a sociedade contra uma proposta apresentada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na Consulta Pública nº 144. A proposição avalia, entre outras medidas, a criação de um selo de Certificação de Boas Práticas em Atenção Oncológica que estabelece como critério o rastreamento mamográfico na rede privada apenas para mulheres entre 50 e 69 anos, com periodicidade bienal.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirma que “a gente, como médico, sabe que isso é um retrocesso imenso, porque 40% dos cânceres de mama ocorrem na faixa dos 40 aos 50 anos. E 22% das mortes acontecem nesse período”. Nelsinho Trad apela para que a população contribua: “nós não podemos deixar isso prosperar”.
O senador orienta sobre como participar da consulta pública, detalhando o passo a passo nas suas redes:
1️⃣ Acesse o link da consulta pública (Consulta Pública nº 144).
2️⃣ Role até a área de contribuição.
3️⃣ Preencha seus dados (nome, CPF ou CNPJ, e-mail).
4️⃣ No item de contribuição, selecione “ANEXO III: CAPÍTULO II”.
5️⃣ Marque sua posição: DISCORDE da proposta.
6️⃣ Escreva sua justificativa, por exemplo:
“Discordo da recomendação de rastreamento bienal entre 50-69 anos.
O ideal seria mudar o rastreamento para o que CBR, SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia) e FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) preconizam - rastreamento anual a partir de 40 anos. Motivo: 40% das mulheres brasileiras são diagnosticadas abaixo dos 50 anos e 22% das mortes acontecem nesse grupo”.
7️⃣ Clique em ENVIAR.
Caso a recomendação de mamografias de rastreio a partir dos 50 anos avance, o senador Nelsinho Trad se comprometeu a propor um Projeto de Decreto Legislativo. “É um grande retrocesso em tudo que a gente fez e já avançou na questão da prevenção das doenças da mulher, em especial o câncer de mama”, concluiu.
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