PROTESTO
Policiais civis realizam carreata em frente à Governadoria por reajuste salarial em MS
Categoria pede melhores condições de trabalho e ameaça greve caso proposta não seja aceita
19/09/2024
18:10
CGN
DA REDAÇÃO
Policiais paralisados durante carretana nesta quinta-feira (19) (Foto: Paulo Francis)
Os policiais civis de Mato Grosso do Sul, que paralisaram suas atividades por 24 horas nesta quinta-feira (19), fizeram uma carreata pelo Parque dos Poderes em Campo Grande, reivindicando reajuste salarial e melhores condições de trabalho. A manifestação incluiu um "buzinaço" em frente à Governadoria, à Delegacia Geral da Polícia Civil e à Assembleia Legislativa.
Com participação de cerca de 100 veículos, incluindo carros particulares e dos sindicatos, o ato foi liderado pelo Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol). O presidente do sindicato, Alexandre Barbosa da Silva, destacou a insatisfação da categoria com a forma como o governo tem tratado os policiais. "É uma forma de externarmos nossa insatisfação", disse.
Apesar da paralisação, serviços emergenciais como prisões em flagrante, medidas protetivas e demandas da Lei Maria da Penha continuam funcionando, além de casos envolvendo crianças, adolescentes e oitivas, garantiu o presidente do Sinpol.
Durante a tarde, a movimentação foi reduzida nas delegacias devido à carreata. Na Depac Centro, o movimento era tímido, com uma tenda montada para os policiais. Já na 2ª Delegacia de Polícia (DP), não houve movimento, e um aviso na porta informava sobre a paralisação, com apenas um recepcionista no local.
Entre as principais demandas dos policiais estão:
O Governo do Estado apresentou duas propostas para tentar encerrar as manifestações. A primeira oferta inclui a incorporação do auxílio-alimentação de R$ 400 ao salário, podendo chegar a R$ 1.200 dependendo da posição do policial na carreira, além de um abono de R$ 130 para compensar os descontos na folha de pagamento. Essa medida beneficiaria cerca de 3.200 policiais, incluindo aposentados e pensionistas.
A segunda proposta visa encurtar a progressão na carreira, eliminando a fase inicial com a menor remuneração, o que aumentaria o piso salarial dos policiais de R$ 5,7 mil para R$ 6,3 mil, impactando entre 300 e 400 policiais.
Caso a categoria rejeite as propostas na próxima reunião, marcada para o sábado, o Sinpol já sinalizou a possibilidade de uma greve.
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