Deputados aprovam projeto de Marçal que garante parto humanizado em MS
06/10/2021
11:00
ASSECOM
De autoria do deputado Marçal Filho, projeto vai à sanção do governador Reinaldo Azambuja ©DIVULGAÇÃO
Foi aprovado por unanimidade nesta quarta-feira (06) na Assembleia Legislativa, Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Marçal Filho (PSDB) que garante parto humanizado às gestantes em Mato Grosso do Sul. O projeto agora vai à sanção do governador Reinaldo Azambuja.
Conforme o texto, fica garantido à gestante ou parturiente o direito à opção pelo uso de analgesia durante o trabalho de parto normal. A utilização do medicamento, no entanto, deverá ser precedida de avaliação médica. Antes da utilização da analgesia, serão considerados os métodos não farmacológicos para alívio da dor.
Ainda de acordo com o projeto, a gestante ou parturiente receberá todas as informações necessárias relativas aos métodos de analgesia disponibilizados, incluindo, mas a eles não se limitando, o modo de aplicação, os efeitos colaterais, a duração de seus efeitos e qualquer outra informação que a parturiente requerer ou o médico responsável pelo parto julgar pertinente.
As disposições de vontade manifestadas pela gestante ou parturiente, ainda conforme o projeto, irão se sobrepor às decisões médicas quando exigir a segurança do parto ou a saúde da mãe ou do recém-nascido.
Já na hipótese de risco à vida ou à saúde da gestante ou do nascituro, o médico responsável poderá restringir as opções ou mesmo impedir o uso de analgesias, desde que a decisão seja devidamente fundamentada, demonstrando de forma clara, precisa e objetiva as implicações da disposição de vontade da gestante ou parturiente que forem contraindicadas pelo médico responsável. Para isso, a justificativa será averbada ao prontuário médico após a entrega de cópia à gestante ou ao seu cônjuge, companheiro, parente ou acompanhante.
Inicialmente Marçal Filho havia apresentado projeto em que garantia à mulher o direito de optar pelo parto cesariano quando chegasse na 39ª semana de gestação. No entanto, devido a protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) recomendou veto ao texto. "Tive que modificar para que ficasse parto humanizado às gestantes", explicou o deputado durante sessão na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira.
Conforme o deputado, a modificação do texto passou a garantir que a partir de agora o parto passe a ser mais humanizado, com possibilidades do uso da analgesia, que garante alívio da dor. Vai também possibilitar que o médico especifique no prontuário a decisão, por ele tomada, sobre parto normal ou cesariana, deixando o procedimento mais transparente.
***
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
EUA dizem que morte de líder do Tren de Aragua reforça ofensiva contra facções
Leia Mais
Eduardo Bolsonaro cobra rompimento com Novo após críticas de Zema a Flávio
Leia Mais
Zema chama caso Master de “caixa de Pandora” e mira Flávio Bolsonaro
Leia Mais
União estável cresce no Brasil, mas casais ainda desconhecem direitos no INSS
Municípios