Política / Partidos
Valdemar extingue presidência nacional do PL Mulher após saída de Michelle
Dirigente do PL afirmou que comando nacional será assumido pelas presidentes estaduais depois da saída da ex-primeira-dama
01/07/2026
11:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, decidiu extinguir a presidência nacional do PL Mulher após a saída da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro do comando do núcleo feminino do partido. A decisão foi confirmada nesta quarta-feira, 1º de julho, um dia depois de Michelle anunciar que deixaria o cargo.
Segundo Valdemar Costa Neto, as presidentes estaduais do PL Mulher passarão a responder pelas demandas nacionais da estrutura. O dirigente afirmou que a função ganhou grande projeção durante a passagem de Michelle e que seria difícil encontrar uma substituta com o mesmo peso político dentro da legenda.
A saída ocorre em meio ao agravamento de uma crise interna no campo bolsonarista, marcada por divergências familiares e disputas regionais dentro do partido. Um dos pontos de tensão envolve o PL do Ceará, que discutia apoio a Ciro Gomes ao Governo do Estado, enquanto Michelle Bolsonaro defendia o nome do senador Eduardo Girão.
A crise também aumentou o desgaste entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. O episódio expôs divergências sobre articulações eleitorais e ampliou a pressão sobre a atuação política da ex-primeira-dama dentro do partido.
Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher na terça-feira, 30 de junho, após uma reunião de cerca de duas horas com Valdemar Costa Neto. Em nota, ela afirmou que pretende se dedicar aos cuidados do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e da filha.
Valdemar também divulgou manifestação sobre a decisão e buscou reduzir o impacto político da mudança. Nos bastidores, a avaliação é que a extinção do cargo evita uma disputa imediata por sucessão e mantém a estrutura feminina do partido sob coordenação descentralizada, com atuação das dirigentes estaduais.
Com a mudança, o PL Mulher continua existindo como núcleo partidário, mas sem uma presidente nacional única. Na prática, a sigla tenta reorganizar a frente feminina em um momento delicado, às vésperas do período eleitoral, enquanto busca conter os efeitos da crise entre seus principais nomes públicos.
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