Política / Meio Ambiente
Sem reunião reservada com Lula, Adriane destaca projeção internacional de Campo Grande com a COP15
Prefeita afirma que contato com o presidente foi apenas institucional, mas avalia que conferência fortalece a imagem ambiental da Capital
23/03/2026
08:00
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
A prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou que não conseguiu uma reunião reservada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a passagem dele por Campo Grande, no último domingo (22), para a agenda da COP15. Segundo ela, o contato com o chefe do Executivo federal ocorreu apenas no protocolo de recepção às autoridades que participaram da conferência internacional.
De acordo com a prefeita, a recepção contou com a presença dela, do governador Eduardo Riedel e de representantes estrangeiros ligados ao evento, mas não houve um momento exclusivo para conversa particular com o presidente. A expectativa de Adriane era aproveitar a visita de Lula para apresentar demandas e projetos da Capital, possibilidade que ela mesma já havia mencionado antes da chegada do presidente ao Estado.
Mesmo sem o encontro reservado, Adriane Lopes avaliou que a realização da COP15 em Campo Grande já representa um ganho político, institucional e simbólico para o município. Na avaliação da prefeita, o evento amplia a visibilidade da cidade no cenário internacional e reforça a posição da Capital como referência regional em discussões ambientais.
Ao comentar a escolha de Campo Grande como sede da conferência, Adriane sustentou que o município não foi selecionado por acaso, mas em razão de políticas públicas voltadas à biodiversidade e à sustentabilidade. A prefeitura também tem reforçado, em seus canais oficiais, que a cidade busca aproveitar a conferência para consolidar uma imagem de polo de turismo sustentável e de articulação internacional em temas ambientais.
Entre os argumentos apresentados pela prefeita, está a presença de mais de 68 aves migratórias que chegam à cidade anualmente e o registro de mais de 400 espécies detectadas em Campo Grande. Ela também relacionou esse cenário ao reconhecimento obtido pelo município com o selo Tree Cities of the World, concedido à Capital por sete anos consecutivos, como um dos indicadores de projeção internacional da agenda ambiental local.
Segundo Adriane, a expectativa é que a COP15 não apenas amplie a exposição internacional da cidade, mas também favoreça novas conexões institucionais e futuras parcerias com iniciativas desenvolvidas em outros países. A conferência reúne representantes de mais de 130 países e discute estratégias globais para a conservação de espécies migratórias, um tema que, segundo a prefeita, exige cooperação entre diferentes nações, já que a biodiversidade não se limita a fronteiras territoriais.
Com isso, mesmo sem obter uma agenda reservada com Lula, a administração municipal trata a COP15 como vitrine estratégica para reforçar o protagonismo ambiental de Campo Grande e ampliar a inserção da Capital nos debates internacionais sobre preservação e desenvolvimento sustentável.
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