Meio Ambiente / Sustentabilidade
Suzano amplia restauração do Cerrado e recupera mais de 1,5 mil hectares em Mato Grosso do Sul
Plano de Manejo Florestal 2025 detalha conservação ambiental, biodiversidade e impacto social em 14 municípios
17/03/2026
08:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Suzano, líder global na produção de celulose, intensificou suas ações ambientais em Mato Grosso do Sul ao promover a restauração ecológica de mais de 1,5 mil hectares do bioma Cerrado, consolidando estratégias voltadas à preservação e ao uso sustentável dos recursos naturais. A iniciativa integra o Resumo Público do Plano de Manejo Florestal 2025 da Unidade Florestal de Negócios de MS (UNF-MS), documento que reúne indicadores de conservação, manejo, monitoramento e impacto social nas regiões onde a companhia atua.
A política ambiental da empresa no Estado busca harmonizar produção florestal, conservação da biodiversidade e relacionamento com comunidades locais, dentro de um modelo de gestão sustentável. A recuperação de áreas degradadas faz parte desse conjunto de práticas permanentes que visam garantir equilíbrio ecológico aliado à produtividade.
De acordo com o coordenador de Licenciamento Ambiental da companhia, Jackson Silva, a estratégia está alinhada ao propósito institucional da empresa. “Nosso compromisso é desenvolver soluções sustentáveis com base em recursos renováveis. A restauração ecológica integra esse processo e contribui para equilibrar produtividade, preservação ambiental e desenvolvimento social”, afirmou.
O levantamento apresentado no plano aponta que a Suzano identificou oito áreas classificadas como Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVCs) em Mato Grosso do Sul, que somam mais de 15 mil hectares. Esses territórios incluem formações naturais como florestas, savanas e veredas, fundamentais para a manutenção dos serviços ecossistêmicos, como proteção de recursos hídricos, regulação climática e conservação da fauna e flora.
No ciclo mais recente do Programa de Monitoramento da Biodiversidade, concluído em 2024, foram catalogadas 283 espécies, incluindo 26 mamíferos, 219 aves, 23 anfíbios, 2 répteis e 13 espécies vegetais. Entre os animais ameaçados identificados estão o cervo-do-pantanal, gato-palheiro, queixada e veado-campeiro, o que evidencia a relevância ambiental das áreas preservadas.

A companhia administra aproximadamente 1,136 milhão de hectares em Mato Grosso do Sul, distribuídos em 14 municípios, sendo que 327 mil hectares (31%) são destinados exclusivamente à conservação ambiental. O modelo produtivo é baseado em plantios renováveis de eucalipto, com rastreabilidade garantida por certificações internacionais como FSC® (FSC-C100704) e PEFC (PEFC/28-23-27).
O manejo florestal sustentável adotado pela empresa visa assegurar a continuidade dos serviços ambientais, ao mesmo tempo em que mantém a viabilidade econômica das operações.
Além das ações ambientais, a Suzano também desenvolve projetos sociais voltados à educação, geração de renda e inclusão produtiva, que já beneficiaram 707 participantes em municípios como Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas, Brasilândia, Água Clara, Bataguassu, Selvíria, Anaurilândia, Aquidauana, Campo Grande e Santa Rita do Pardo.
A divulgação do Plano de Manejo reforça o compromisso da empresa com transparência, responsabilidade socioambiental e melhoria contínua, sendo fundamental para a manutenção de certificações que exigem rigorosos padrões ambientais, sociais e trabalhistas.
Com mais de 100 anos de atuação, a Suzano é referência global na produção de celulose e uma das principais fabricantes de papel da América Latina. Seus produtos, derivados de matéria-prima renovável, estão presentes no cotidiano de mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo, abrangendo desde papéis sanitários até soluções para embalagens e impressão. A companhia possui operações internacionais e ações negociadas nas bolsas do Brasil e dos Estados Unidos.
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