Campo Grande (MS), Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2026

Política / Carnaval

Michel Temer reage a sátira em desfile da Acadêmicos de Niterói e critica narrativa econômica

Ex-presidente afirma respeitar tradição carnavalesca, mas questiona discurso sobre reformas e gestão fiscal durante homenagem a Lula na Sapucaí

16/02/2026

10:30

DA REDAÇÃO

O ex-presidente Michel Temer se manifestou após ser retratado de forma satírica no desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado na noite de domingo (15/2), na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. A escola abriu o Grupo Especial com um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e incluiu referências a episódios políticos recentes.

Na comissão de frente, um ator representando Temer encenou a retirada da faixa presidencial de Dilma Rousseff e, em seguida, a entregou a um personagem caracterizado como palhaço, simbolizando o ex-presidente Jair Bolsonaro. A apresentação gerou repercussão nas redes sociais e reações de lideranças políticas.

Em nota oficial, Temer afirmou que a sátira política integra a tradição do Carnaval brasileiro e destacou sua defesa da liberdade de expressão artística. No entanto, criticou o que chamou de “ilusionismo na Esplanada”, ao mencionar a condução econômica atual e a narrativa adotada no desfile.

O ex-presidente citou como conquistas de seu governo a reforma trabalhista, a reforma do ensino médio e a reforma da previdência, apontando que esses avanços estariam sendo desconsiderados em meio às críticas apresentadas na avenida.

A seguir, a íntegra da nota divulgada por Michel Temer:

“A sátira política é parte da tradição do Carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida.

Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí.

O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado.

Olha o Brasil aí… gente!”


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