Interior / Cassilândia
Prefeito Rodrigo Freitas esclarece mudanças nos contratos da Educação em Cassilândia
Gestor afirma que ajustes são necessários para cumprir limites do Fundeb, manter professores em sala e garantir qualidade no atendimento aos alunos
16/01/2026
11:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O prefeito de Rodrigo Freitas veio a público esclarecer dúvidas e debates em Cassilândia sobre os novos contratos da Educação e o processo seletivo para contratação de professores, previsto para este fim de semana. Segundo ele, não há professores contratados no momento, já que todos os vínculos temporários foram encerrados ao final do ano letivo, o que torna necessária a abertura de um novo certame.
Um dos principais pontos abordados diz respeito aos profissionais de apoio a alunos com necessidades especiais. Em 2024, o município contou com mais de 50 professores para acompanhar crianças com laudos e que necessitam de suporte em sala de aula. De acordo com o prefeito, muitos municípios de Mato Grosso do Sul têm substituído esses profissionais por monitores escolares, em razão de restrições orçamentárias.
Em Cassilândia, contudo, a opção foi diferente. “Optamos por manter professores em sala de aula, para não substituir esse atendimento por monitores e para preservar a qualidade do apoio educacional às crianças que mais precisam”, afirmou Rodrigo Freitas.
O gestor explicou que o principal desafio envolve os recursos do Fundeb. Em 2025, Cassilândia recebeu cerca de R$ 24,47 milhões, dos quais 70% devem ser destinados ao pagamento de profissionais da educação em sala de aula e 30% ao setor administrativo e demais despesas. No entanto, os gastos com a folha ultrapassaram esse limite, alcançando mais de 88% do total do fundo.
Segundo o prefeito, enquanto a despesa ideal com a folha seria em torno de R$ 17 milhões, o município investiu aproximadamente R$ 21 milhões, o que representa R$ 4,5 milhões a mais com recursos próprios. Além disso, Cassilândia aplicou 29% da arrecadação municipal em Educação, acima do mínimo constitucional de 25%, reforçando o compromisso com o setor.
Diante do cenário, Rodrigo Freitas afirmou que havia duas alternativas: substituir professores por monitores ou manter os professores com ajustes nos valores pagos aos novos contratados. “Eu optei por manter os professores. Para isso, foi necessário adequar os salários apenas dos futuros contratados. Os professores concursados não tiveram nenhuma alteração, pois têm seus direitos garantidos”, explicou.
O prefeito ressaltou que a decisão segue critérios de responsabilidade fiscal, buscando equilibrar a folha de pagamento com investimentos estruturais nas escolas e no atendimento aos alunos.
Entre as ações anunciadas para este ano, o gestor destacou a entrega de kits completos de uniforme escolar — com abrigo, calça, camiseta, meia e tênis —, além de mochilas e materiais escolares para todos os estudantes, bem como a manutenção do sistema apostilado adotado pela rede municipal.
“Sempre fui um defensor dos professores, mas também precisamos pensar nos alunos, na infraestrutura das escolas e na sustentabilidade das contas públicas. A arrecadação não cresce na mesma proporção das despesas, e precisamos administrar com responsabilidade”, afirmou.
Ao final, Rodrigo Freitas reiterou que a gestão não pretende prejudicar profissionais ou famílias. “Nosso objetivo é manter as vagas de trabalho, preservar os professores em sala de aula e continuar buscando o melhor para todos. Estamos aqui para garantir uma educação de qualidade para Cassilândia”, concluiu.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
CPMI do INSS: em embate com Malafaia, Damares coloca liderança da bancada evangélica na mira da investigação
Leia Mais
Articulação da bancada federal garante mais de R$ 50 milhões para saneamento em Dourados
Leia Mais
Calor acima da média e férias escolares exigem atenção ao consumo de energia elétrica
Leia Mais
FETEMS participa do 35º Congresso da CNTE e reforça a defesa da educação pública
Municípios