Política / Partidos
Deputado João Henrique Catan critica aliança do PL com Riedel e alerta para risco de perda de identidade partidária em MS
Parlamentar afirma que apoio à reeleição do governador pode esvaziar a direita no Estado e enfraquecer a representatividade do partido
12/01/2026
11:45
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
O deputado estadual João Henrique Catan (PL), que lançou recentemente sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso do Sul, reagiu com forte crítica à decisão do PL nacional de apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP). Para o parlamentar, a aliança imposta pelo comando do partido compromete a identidade da legenda e pode gerar um vácuo de liderança na direita sul-mato-grossense.
Segundo Catan, a estratégia de adesão ao governo Riedel transforma a eleição em um “W.O político”, esvaziando o debate e afastando o eleitorado conservador.
“O PL precisa de uma candidatura própria ao governo do Estado. Outros dirigentes partidários já entenderam a fragilidade desse plano de cooptação do Riedel e o travamento de outros partidos apenas para vencer por W.O.”, declarou.
O deputado questiona a leitura política feita pela direção nacional do partido, comandada por Valdemar da Costa Neto, que confirmou publicamente o compromisso de apoio à reeleição de Riedel.
“Não é a vontade do eleitor sul-mato-grossense. Historicamente, nunca houve uma vitória assim. Eleição precisa de disputa”, afirmou Catan.
Para ele, a ausência de candidatura própria pode custar caro ao PL:
“O partido corre o risco de perder identidade, liderança, confiança e representatividade”.
Diante do bloqueio interno no PL, João Henrique Catan já iniciou conversas com outras legendas da direita:
O senador Nelsinho Trad (PSD) teria garantido espaço para filiação e candidatura.
O PRD, comandado em Mato Grosso do Sul por Delcídio do Amaral, também teria oferecido legenda e apoio.
Atualmente, Catan é o único deputado estadual de oposição a Eduardo Riedel na Assembleia Legislativa de MS e também foi crítico da entrada de Reinaldo Azambuja no PL, movimento que consolidou a aproximação do partido com o governo estadual.
A crise interna no PL ocorre em meio à reorganização da direita para as eleições estaduais. Enquanto Valdemar da Costa Neto aposta em uma aliança ampla para garantir a reeleição de Riedel, setores do bolsonarismo em Mato Grosso do Sul defendem candidatura própria como forma de preservar identidade, mobilização e capital eleitoral.
O impasse coloca o PL no centro de uma disputa que pode redefinir o mapa político do Estado em 2026.
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