Saúde / Campo Grande
Santa Casa de Campo Grande vai receber R$ 54 milhões em 2026 para enfrentar crise financeira
Anúncio foi feito pela prefeita Adriane Lopes após acordo mediado pelo MPMS
29/12/2025
22:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande vai receber pelo menos R$ 54 milhões em 2026 para tentar solucionar a crise financeira que se agravou nos últimos meses. O anúncio foi feito no fim da noite desta segunda-feira (29) pela prefeita Adriane Lopes (PP).
“A gestão da Santa Casa não é do município, mas recentemente passou por crises e falta de recursos, e a greve dos médicos afeta diretamente a população de Campo Grande. Diante desse cenário, nós estamos repassando o recurso novo”, afirmou a prefeita em publicação nas redes sociais.
Segundo a administração municipal, os R$ 54 milhões resultam da soma de recursos da Prefeitura de Campo Grande, do Governo do Estado e de emendas parlamentares da bancada de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional. O acordo foi formalizado após reunião entre representantes do hospital, do Estado e do município, mediada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul.
A crise financeira levou, na última semana, enfermeiros e servidores administrativos a deflagrarem greve em protesto contra o atraso no pagamento do 13º salário. Além dos médicos, outras categorias denunciaram falta de insumos, medicamentos e condições adequadas de trabalho.
Os trabalhadores rejeitaram a proposta inicial da Santa Casa de parcelar o 13º em três vezes, entre janeiro e março de 2026. Contudo, na terça-feira (23), os enfermeiros aceitaram um acordo, encerrando a paralisação: 50% do décimo terceiro foi pago em 24 de dezembro, com o restante previsto para 10 de janeiro de 2026.
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS) emitiu nota de alerta sobre o risco iminente de desassistência na Santa Casa, citando a escassez de insumos, medicamentos e profissionais. O documento foi encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde, à Vigilância Sanitária, ao Ministério Público e ao Jurídico do Estado.
Já o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) defende que a Justiça do Trabalho autorize a penhora de bens e valores da Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande e, de forma subsidiária, do patrimônio dos integrantes da diretoria, para garantir o pagamento do 13º dos médicos.
De acordo com o MPT-MS, a Santa Casa é reincidente no descumprimento de obrigações trabalhistas e responde a pelo menos seis ações civis públicas relacionadas a salários, férias, 13º e FGTS. O órgão reforça que os riscos da atividade econômica devem ser suportados pelo empregador, não podendo ser transferidos aos trabalhadores.
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