Interior / Inocência
Arauco repassará R$ 1,7 milhão em compensação ambiental por obras ligadas a investimento de R$ 344 milhões em MS
Valor será destinado ao Imasul e está relacionado à construção de moradias para funcionários e sistema de drenagem
17/12/2025
12:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Arauco Celulose Brasil S/A firmou um termo de compensação ambiental com o Governo de Mato Grosso do Sul, prevendo o repasse de R$ 1.793.304,79 em razão dos impactos ambientais gerados por obras estimadas em R$ 344,8 milhões. Os investimentos estão relacionados à construção de um conjunto habitacional para funcionários e à implantação de um sistema de drenagem.
O montante será destinado ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). Para chegar ao valor, o órgão ambiental considerou o grau de impacto das intervenções, fixando a compensação em 0,520% do total investido nessa etapa do empreendimento.
Antes da assinatura deste novo termo, o Governo do Estado já havia divulgado outros valores de compensação ambiental relacionados ao projeto da Arauco:
R$ 21.921.155,67 referentes à implantação da fábrica de celulose
R$ 1.076.836,40 pela atividade de linha de transmissão de energia elétrica acima de 138 kV, localizada nos municípios de Inocência e Selvíria
Esses recursos também fazem parte do conjunto de medidas exigidas no processo de licenciamento ambiental.
A empresa chilena iniciou, no ano passado, a construção de uma fábrica de celulose a cerca de 50 quilômetros do município de Inocência, às margens da rodovia MS-377. O empreendimento prevê um investimento total de US$ 4,6 bilhões, um dos maiores projetos industriais em execução no Estado.
Além das compensações financeiras, a Arauco assumiu o compromisso de desenvolver ações ambientais e sociais voltadas à mitigação dos impactos provocados pela chegada do empreendimento, especialmente sobre infraestrutura, meio ambiente e dinâmica urbana da região.
Atualmente, os trabalhadores envolvidos na construção estão alojados fora da cidade. No pico das obras, a expectativa é que o canteiro reúna cerca de 14 mil trabalhadores, o que amplia a necessidade de planejamento urbano, habitação, saneamento e serviços públicos.
As compensações ambientais e sociais fazem parte das exigências legais para garantir que o avanço do investimento industrial ocorra de forma equilibrada e sustentável, reduzindo os efeitos sobre os municípios impactados.
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