Política / Eleições 2026
Candidatura de Fábio Trad empolga militância, impulsiona o PT e reacende sonho do governo de MS em 2026
Plenária estadual registra novas filiações, sinaliza chapa competitiva e aguarda definição de Simone Tebet para fechar o tabuleiro eleitoral
13/12/2025
21:30
DA REDAÇÃO
Ex-secretário estadual de Administração e Educação e ex-deputado federal, Biffi volta ao PT
A possível candidatura do ex-deputado federal Fábio Trad ao Governo de Mato Grosso do Sul tem empolgado a militância e já começa a impulsionar o PT no Estado, que passa a trabalhar com a perspectiva real de disputar o comando do Executivo estadual nas eleições de 2026. O principal ponto ainda em aberto no xadrez político é a definição da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), que pode concorrer ao Senado por Mato Grosso do Sul ou por São Paulo.
O novo momento do partido ficou evidente neste sábado, durante a plenária estadual do PT, realizada na Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul). No encontro, o presidente regional da legenda, o deputado federal Vander Loubet, celebrou a filiação de cerca de 200 novos integrantes, apontando crescimento e reorganização partidária.
Entre os novos filiados — e retornos simbólicos — destacou-se o ex-deputado federal Antonio Carlos Biffi, que deixa o PDT e volta ao PT após quase uma década. Biffi foi secretário estadual de Administração e de Educação, é um dos fundadores da sigla e figura histórica da esquerda sul-mato-grossense. A ex-secretária estadual de Educação Elza Jorge também reassumiu vínculo com o partido.
A plenária contou ainda com a presença do secretário nacional de Assuntos Institucionais do PT, Romênio Pereira, que afirmou, de forma direta, que o partido trabalha para eleger Fábio Trad governador de Mato Grosso do Sul. Ele ponderou, no entanto, que a prioridade nacional será a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Romênio, além da recondução de Lula ao Planalto, a estratégia da direção nacional passa por formar uma bancada robusta na Câmara dos Deputados e no Senado, reduzindo a dependência do governo em relação ao Congresso Nacional.

Embora oficialmente mantenha o discurso de que pode disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, Fábio Trad se comportou no encontro como pré-candidato ao Governo do Estado. Nos bastidores, petistas saíram da plenária praticamente com uma chapa desenhada para 2026:
Fábio Trad – candidato a governador
Gilda dos Santos, ex-primeira-dama e esposa do ex-governador Zeca do PT – candidata a vice-governadora
Vander Loubet – pré-candidato ao Senado
Durante sua fala, Trad afirmou que ainda falta “uma última peça do quebra-cabeça”, cuja definição caberá à executiva nacional do PT e, em última instância, ao próprio presidente Lula. Essa decisão envolve o futuro político de Simone Tebet, que tem reiterado o desejo de disputar o Senado por Mato Grosso do Sul, mas pode ser direcionada a São Paulo.
“Foi um encontro de alinhamento político entre a direção nacional e estadual do PT com foco nas eleições de 2026. Surpreendeu-nos também o número de novos filiados: mais de 200. Muito bom!”, afirmou Fábio Trad.
Para Vander Loubet, o ex-presidente da OAB/MS caiu definitivamente nas graças da militância petista.
“Cada dia estamos dando mais um passo. O discurso do Fábio aponta, cada vez mais concretamente, para ser o nosso candidato a governador”, destacou.
Vander também ressaltou que o crescimento do partido ocorre após anos de desgaste provocados pela Operação Lava Jato e pela prisão de Lula, período que classificou como de “sangria” para a legenda.
“O Fábio está conhecendo o chão do PT e estamos muito otimistas”, afirmou, ponderando que a decisão final sobre a candidatura caberá ao próprio Trad.
O presidente municipal do PT em Campo Grande, deputado estadual Pedro Kemp, reforçou a avaliação de que o partido chega a 2026 com nome competitivo, capaz de enfrentar o atual governador Eduardo Riedel (PP), que disputará a reeleição.
Após a plenária, o PT realizou um almoço para celebrar as novas filiações e o retorno de antigos quadros, seguido de reunião com o presidente nacional da legenda, Edinho Silva, que discutiu a conjuntura nacional e regional.
A definição sobre Simone Tebet será determinante para o tamanho e a diversidade do palanque de Lula em Mato Grosso do Sul. Mesmo com o MDB dividido, a ministra pode garantir uma aliança mais ampla e heterogênea, fortalecendo a estratégia petista de construção de um campo político contra a extrema direita no Estado.
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