Interior / Bataguassu
Empresário é preso em Bataguassu em esquema de exploração sexual de adolescentes
Operação Força e Pudor III revela rede que aliciava jovens de 14 a 16 anos com promessas de dinheiro, PIX e presentes
13/11/2025
14:45
CENÁRIO MS
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Bataguassu desarticulou, nesta semana, uma rede criminosa de exploração sexual de adolescentes, durante a Operação Força e Pudor III. A investigação revelou um esquema estruturado que transformava o abuso de menores em um verdadeiro modelo de negócio, utilizando aplicativos de mensagens para atrair vítimas entre 14 e 16 anos.
Segundo a polícia, o grupo operava com alto grau de organização. Os aliciadores abordavam as adolescentes pelas redes sociais, oferecendo vantagens financeiras imediatas, como transferências via PIX, celulares novos e outros presentes, para convencê-las a participar de encontros sexuais.
Durante o cumprimento dos mandados — três de busca e apreensão e um de prisão — os agentes encontraram nos celulares dos investigados uma verdadeira “agenda de programas”, contendo conversas explícitas sobre aliciamento, logística de encontros e negociação de valores.
A apuração policial identificou ainda o envolvimento de uma adolescente que funcionava como intermediária. Ela é investigada por recrutar colegas e facilitar o contato com os exploradores, reforçando a ilusão de “dinheiro rápido”. A jovem foi alvo de mandado de busca.
Até o momento, pelo menos cinco adolescentes já foram reconhecidas como vítimas. A Polícia Civil acredita que o número pode aumentar conforme avança a perícia dos aparelhos apreendidos.
As autoridades mantêm sigilo sobre os nomes dos envolvidos para não prejudicar as investigações, mas informações obtidas pelo Jornal Cenário MS apontam que dois empresários locais, identificados pelas iniciais G.S. e M.S., seriam figuras centrais no esquema. Apenas um deles teve a prisão decretada nesta fase da operação.
Agora, a polícia concentra esforços na identificação da cadeia de “clientes” que financiavam a exploração. O objetivo é responsabilizar toda a estrutura criminosa, incluindo organizadores e consumidores dos abusos.
A Polícia Civil reforça que a investigação segue em andamento, com análise de dados e identificação de novas vítimas e suspeitos. A operação expõe uma rede que perpetuava violência sexual em série contra meninas vulneráveis e revela a necessidade de vigilância permanente no combate ao aliciamento digital.
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