Política / Justiça
Justiça decreta prisão preventiva de homem que matou companheira a facadas em Nioaque
Venilson Marques confessou o crime e segue detido na delegacia local, aguardando vaga no sistema prisional da Agepen
31/03/2025
11:30
DA REDAÇÃO
Venilson Marques é acusado de matar a companheira Alessandra da Silva Arruda no sábado (Foto: Reprodução/Redes sociais)
A Justiça decretou a prisão preventiva de Venilson Marques, de 32 anos, acusado de assassinar a companheira Alessandra da Silva Arruda, de 30 anos, com golpes de faca dentro da casa onde moravam, no município de Nioaque, a 184 quilômetros de Campo Grande. O feminicídio ocorreu na madrugada de sábado (29).
O autor do crime foi preso em flagrante poucas horas depois, após ele mesmo acionar a Polícia Militar e confessar o assassinato. Na noite de domingo (30), ele passou por audiência de custódia, e a prisão foi convertida em preventiva.
Atualmente, Venilson continua detido na delegacia de Nioaque, aguardando vaga no sistema prisional da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).
Segundo o delegado responsável pelo caso, Diego Sátiro, o crime aconteceu na Rua Manoel Ozório, no Bairro São Miguel. Venilson contou em depoimento que o casal mantinha um relacionamento recente e que estavam morando juntos há cerca de 20 dias.

De acordo com o réu confesso, a briga teria começado após Alessandra sair de casa durante a noite e retornar horas depois, “transtornada”, exigindo dinheiro. Ele relatou que se negou a entregar o valor e, após isso, teriam iniciado uma discussão.
“Segundo ele, Alessandra pegou uma faca e tentou atacá-lo. Eles entraram em luta corporal, e Venilson afirma ter tomado a arma e golpeado a vítima”, explicou o delegado.
A versão apresentada por Venilson ainda será confrontada com os resultados da investigação policial e da perícia técnica. O caso segue sendo tratado como feminicídio, e a Polícia Civil de Nioaque conduz o inquérito.
A decisão judicial de manter o acusado preso preventivamente visa garantir a ordem pública, evitar a interferência nas investigações e preservar a integridade de testemunhas.
A defesa ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.
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