Campo Grande (MS), Sábado, 05 de Abril de 2025

Política / Justiça

STF forma maioria para condenar Carla Zambelli por porte ilegal de arma e constrangimento com arma de fogo

Ministro Dias Toffoli antecipou voto e reforçou placar de 6 a 0 a favor da condenação; defesa alega cerceamento

25/03/2025

07:45

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta segunda-feira (25) para condenar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com uso de arma de fogo. A parlamentar é acusada de perseguir um homem armado pelas ruas de São Paulo durante o período eleitoral de 2022, fato amplamente divulgado em vídeos à época.

Mesmo com o pedido de vista apresentado pelo ministro Nunes Marques, o julgamento virtual foi impactado pela antecipação de voto do ministro Dias Toffoli, que acompanhou o relator Gilmar Mendes. Para ambos, a conduta da deputada "não encontra respaldo no Estado Democrático de Direito".

⚖️ Placar atual no STF:

  • 6 votos a favor da condenação

  • Ministros que votaram: Gilmar Mendes (relator), Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli

  • Cinco ministros ainda não votaram devido à suspensão temporária do julgamento com o pedido de vista

A pena prevista até o momento é de cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto, com os ministros também se posicionando pela perda do mandato parlamentar, uma vez que a condenação criminal impõe essa consequência direta.

🛡️ Defesa alega cerceamento:

Em nota enviada à Agência Brasil, o advogado de defesa, Daniel Bialski, alegou cerceamento de defesa, afirmando que o pedido de sustentação oral não foi analisado pelo relator. Segundo ele, a substituição da fala presencial por um vídeo enviado é insuficiente e não garante que os ministros tenham assistido ao conteúdo.

“Essa seria a melhor oportunidade de evidenciar que as premissas colocadas no voto proferido estão equivocadas. Esse direito do advogado não pode ser substituído por vídeo enviado — cuja certeza de visualização pelos julgadores inexiste”, afirmou Bialski.

Apesar disso, a defesa informa que memoriais foram enviados e despachados com os ministros na tentativa de reverter o quadro e aprofundar a análise dos autos.


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