POLÍTICA
Agência de fomento é prioridade e Assembleia vai debater judicialização da Saúde
Projeto é para fomentar as potencialidades de MS e atrair capital privado
05/02/2024
12:04
CAMPOGRANDENEWS
Aline dos Santos e Jackeline Oliveira
Gerson Claro (à esquerda) e Eduardo Riedel durante entrevista coletiva. (Foto: Henrique Kawaminami)
Na abertura dos trabalhos de 2024 na Assembleia Legislativa, na manhã desta segunda-feira (dia 5), o governador Eduardo Riedel (PSDB) destacou que o projeto para criar uma agência de fomento será prioridade neste ano.
“Assistimos isso acontecer em alguns Estados e tem dado um resultado muito positivo, que é criar uma agência múltipla. Com parcerias privadas e o próprio Estado participando e dando o tom do direcionamento, para que busque, cada vez mais, fomentar as potencialidades do Mato Grosso do Sul e atrair cada vez mais capital privado. Como se fosse a profissionalização da gestão de captura de recursos privado para vir para o nosso Estado”, afirma o governador.
A administração quer criar uma agência de desenvolvimento para buscar iniciativas empresarias e assessorar empreendedores. O Poder Executivo já tem em sua estrutura um escritório de relações internacionais para prospecção e agora vai apresentar um projeto de lei à Assembleia Legislativa.
Presidente da Casa de Leis, o deputado estadual Gerson Claro (PP) reiterou a prioridade para a criação da agência de fomento e destacou que outro tema que deve dominar os debates é a judicialização da Saúde.
“O deputado [Pedro] Caravina já até antecipou um debate que é muito caro para nós, que é a judicialização da Saúde. Nós temos números que o Mato Grosso do Sul chegou a gastar R$ 100 milhões em 2023”.
De acordo com o presidente da Assembleia, será preciso criar mecanismos, como câmaras de conciliação pública. “As pessoas precisam do atendimento à Saúde, mas a judicialização é um dos problemas. E, com certeza, será debatido nessa Casa”.
Claro ainda comentou sobre o protesto dos servidores estaduais aposentados, que foram hoje à Assembleia. O grupo pede a revisão dos 14% descontados no pagamento dos benefícios.
“Quem estuda e conhece a administração pública sabe que há décadas é discutido. É previdência, é reforma da previdência, aumenta, diminui, vê a questão de cálculo atuarial. Esse debate vai estar na Casa com tranquilidade, com maturidade, respeitando a maioria da população. Nós trabalhamos para 3 milhões de habitantes”, diz o presidente da Assembleia.
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