Campo Grande (MS), Segunda-feira, 27 de Julho de 2026

Meio / Ambiente

Riedel assina pacto para fortalecer sustentabilidade e resiliência climática nos municípios de MS

Acordo prevê capacitação, planejamento sustentável, transparência e ações integradas para enfrentar riscos climáticos no Estado

29/05/2026

11:30

DA REDAÇÃO

©FRANCISCO BRITTO

O governador Eduardo Corrêa Riedel (PP) assinou, na manhã desta sexta-feira (29), o Pacto pela Sustentabilidade e pela Resiliência Climática dos Municípios de Mato Grosso do Sul. A adesão ocorreu durante o 1º Seminário “Construindo a Sustentabilidade na Gestão Pública”, promovido pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS).

O pacto estabelece uma atuação conjunta entre instituições públicas para fortalecer políticas voltadas à sustentabilidade, à gestão de riscos climáticos, à governança e à criação de uma cultura de prevenção nos municípios sul-mato-grossenses.

Entre as medidas previstas estão ações de capacitação, incentivo ao planejamento sustentável, ampliação da transparência pública e estímulo ao uso de critérios ambientais nas contratações públicas.

Além do Governo do Estado e do TCE-MS, também assinaram o pacto o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems), a Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) e a União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul (UCVMS).

Durante o evento, Riedel afirmou que o acordo demonstra convergência entre os poderes e instituições em torno de um projeto de desenvolvimento de longo prazo para Mato Grosso do Sul.

Esse pacto ratifica o compromisso de todos os poderes políticos com o modelo de Estado que queremos implementar nos próximos anos”, declarou o governador.

Segundo Riedel, Mato Grosso do Sul vive um momento estratégico ao buscar conciliar crescimento econômico, atração de investimentos e políticas ambientais. Para ele, essa combinação coloca o Estado em posição de destaque no cenário nacional.

Uma das metas do governo estadual é consolidar Mato Grosso do Sul como o primeiro estado carbono neutro do Brasil. O governador destacou que essa agenda tem impacto ambiental, mas também representa um diferencial econômico, especialmente na disputa por investimentos ligados à sustentabilidade.

Como exemplo, Riedel citou a recuperação e transformação de áreas degradadas. De acordo com o governador, nos últimos dez anos, cerca de 5 milhões de hectares de pastagens degradadas foram convertidos em atividades com maior potencial de absorção de carbono.

Só em floresta plantada, saímos de 300 mil hectares para 2 milhões de hectares. Uma floresta plantada é uma usina de captura de carbono e que depois não é liberada de volta à atmosfera. Ela fica retida no processo industrial dentro dessas empresas de transformação em celulose e segue gerando energia limpa”, afirmou.

O governador também defendeu que a transição para uma economia de baixo carbono precisa gerar benefícios compartilhados com diferentes segmentos da sociedade.

Nós vamos chegar a 2030 como o primeiro estado carbono neutro do Brasil. Isso é um ativo ambiental e econômico, porque está sendo colocado no mercado internacional e vale muito. Queremos compartilhar isso com comunidades indígenas, ribeirinhas, produtores rurais e com a preservação da biodiversidade”, completou.

Além dos debates técnicos, o seminário conta com uma experiência imersiva voltada à sensibilização do público sobre os desafios ambientais. A atividade, chamada “Travessia dos Elementos: um caminho para o futuro sustentável”, propõe um percurso sensorial inspirado nos quatro elementos da natureza: terra, água, vento e fogo.

Ao longo do trajeto, sons, iluminação e estímulos visuais representam desequilíbrios ambientais e impactos das mudanças climáticas. A proposta é provocar reflexão sobre a relação entre gestão pública, preservação ambiental e responsabilidade coletiva diante dos efeitos do clima.

Com o pacto, o governo e as instituições signatárias pretendem ampliar a capacidade dos municípios de planejar ações, prevenir riscos e adotar práticas sustentáveis na administração pública. A iniciativa também reforça a integração entre Estado, órgãos de controle, entidades municipalistas e sociedade em torno de uma agenda comum para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul.


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