Campo Grande (MS), Domingo, 07 de Junho de 2026

Infraestrutura / Urbana

Campo Grande prevê início de obras de drenagem e pavimentação em julho com pacote de R$ 540 milhões

Primeira etapa terá R$ 143 milhões, enquanto bancada federal e Governo do Estado devem reforçar investimentos na Capital

30/04/2026

13:15

DA REDAÇÃO

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As obras de pavimentação, recapeamento e drenagem em bairros de Campo Grande foram formalizadas nesta quinta-feira, 30 de abril, durante reunião na prefeitura para assinatura de documentos relacionados à primeira etapa das intervenções. A previsão do Executivo municipal é que os serviços comecem em 3 de julho, após a conclusão dos trâmites administrativos e licitatórios.

Segundo a prefeita Adriane Lopes (PP), o pacote de infraestrutura será executado em etapas e soma aproximadamente R$ 540 milhões em investimentos previstos até 2028. A administração municipal afirma que os projetos técnicos já estão prontos e que equipes serão mobilizadas para acelerar os processos necessários ao início das obras.

“A gente sabe que, na prática, não resolve em um mês, dois meses, mas a gente espera em breve estar assinando todas as etapas”, afirmou Adriane Lopes.

A prefeita destacou que a administração trabalha para que as obras estejam efetivamente em execução no início de julho. Segundo ela, apesar da burocracia natural dos processos licitatórios, a prefeitura deverá manter equipes dedicadas exclusivamente ao andamento dos contratos de infraestrutura.

“Os projetos estão todos prontos. Se tem algo que a nossa equipe tem, é projeto. Nós temos projetos e nós temos recursos. A prefeitura vai prezar muito para que, em 3 de julho, essas obras estejam no chão de Campo Grande. A licitação tem processo burocrático, mas haverá plantão de equipes só para as obras”, declarou a prefeita.

A primeira etapa prevê investimento de R$ 143 milhões e deve contemplar bairros que aguardam há anos por asfalto, drenagem e melhorias viárias. Entre as regiões incluídas estão Jardim Noroeste, Nova Lima, Ramez Tebet, Bosque das Araras, Jardim Mansur, Jardim Auxiliadora, Jardim Botafogo, Vila Romana, Parque do Sol e Dom Antônio Barbosa.

Também fazem parte da lista Jardim das Perdizes, Vila Nossa Senhora Aparecida, Bosque da Saúde, Vilas Boas, Parque Residencial Lisboa, Porto Galo, Jardim das Nações, Guanandi II, Coophavila II, Batistão, Santa Emília e São Conrado.

De acordo com Adriane Lopes, o critério adotado para definir os bairros contemplados levou em conta, principalmente, o tempo de espera das comunidades por infraestrutura. A prefeita citou o Guanandi como exemplo de região que enfrenta problemas históricos pela falta de pavimentação.

“Um parcelamento que está na lista é o Guanandi, que há 30 anos está sem asfalto e ficou ilhado”, afirmou.

Além dos recursos municipais e do financiamento contratado junto à Caixa Econômica Federal, a bancada federal de Mato Grosso do Sul deve contribuir com cerca de R$ 100 milhões para as obras. O deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB) participou da reunião como um dos representantes da bancada e anunciou que o Governo do Estado também deverá acrescentar mais R$ 100 milhões ao montante.

Segundo o parlamentar, o anúncio do reforço estadual foi autorizado pelo governador Eduardo Riedel (PP). A entrada de novos recursos amplia a capacidade de execução das obras e deve permitir que mais bairros sejam atendidos ao longo das etapas previstas.

Também participaram da reunião os deputados federais Luiz Ovando (PL), Nelsinho Trad (PSD) e Geraldo Resende (União Brasil), além da senadora Tereza Cristina (PL). A presença da bancada foi apresentada como sinal de articulação conjunta para viabilizar investimentos estruturantes na Capital.

Com a soma dos recursos da prefeitura, da bancada federal e do Governo do Estado, a estimativa é que Campo Grande possa receber cerca de 600 quilômetros de asfalto. A meta é reduzir gargalos antigos em regiões que ainda convivem com lama em períodos de chuva, poeira na estiagem, dificuldade de acesso e valorização limitada dos imóveis.

A prefeita afirmou que parte dos recursos municipais é resultado de financiamento e também de economia obtida com o corte de gastos iniciado em 2025. Para Adriane Lopes, o volume de investimentos representa um dos maiores pacotes de infraestrutura urbana da última década em Campo Grande.

“Há mais de uma década Campo Grande não conseguia recurso como agora”, afirmou a prefeita.

As obras de drenagem são consideradas essenciais para evitar que a pavimentação seja comprometida por alagamentos, erosões e enxurradas. Por isso, a prefeitura pretende executar os serviços de forma integrada, com intervenções voltadas à melhoria da trafegabilidade, segurança viária e escoamento da água da chuva.

A expectativa é que o pacote tenha impacto direto na rotina dos moradores, especialmente em bairros de grande adensamento populacional e em regiões que aguardam obras há décadas. Além de melhorar o deslocamento de veículos, pedestres e transporte coletivo, a pavimentação deve facilitar o acesso a escolas, unidades de saúde, comércios e serviços públicos.


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