Campo Grande (MS), Quinta-feira, 04 de Junho de 2026

Economia / Indústria

Suzano bate recorde histórico e vende 12,7 milhões de toneladas de celulose em 12 meses

Resultado foi impulsionado pela nova fábrica em Ribas do Rio Pardo e pela eficiência operacional da companhia

30/04/2026

08:30

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A Suzano alcançou uma marca inédita em sua trajetória ao vender 12,7 milhões de toneladas de celulose no período de 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026. O volume é o maior já registrado pela companhia, considerada a maior produtora mundial de celulose e uma das principais fabricantes de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto.

O resultado foi divulgado no balanço referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26) e reflete, principalmente, a ampliação da capacidade produtiva da empresa após o início das operações da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul.

Além do desempenho no segmento de celulose, a companhia também comercializou 1,7 milhão de toneladas de papéis no mesmo intervalo de 12 meses. O volume inclui papéis para embalagens, gráficos, especiais e sanitários, áreas em que a Suzano mantém forte presença no mercado brasileiro e internacional.

No primeiro trimestre deste ano, as vendas totais da empresa chegaram a 3,2 milhões de toneladas. Desse montante, 2,8 milhões de toneladas foram de celulose e 378 mil toneladas de papéis. A receita líquida somou R$ 11 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado alcançou R$ 4,6 bilhões.

O balanço também mostra resultado positivo na última linha, com lucro de R$ 4,3 bilhões no trimestre. Já a geração de caixa operacional atingiu R$ 2,5 bilhões, mesmo em um ambiente econômico considerado mais desafiador, marcado pela valorização do real em relação ao dólar e por tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A nova unidade em Ribas do Rio Pardo teve papel relevante nesse avanço. A fábrica ampliou a capacidade de produção da Suzano e fortaleceu a operação logística da companhia, que atende clientes em mais de 100 países. A empresa atribui o desempenho também à eficiência das linhas industriais e à integração da cadeia de distribuição.

Segundo o presidente da Suzano, Beto Abreu, o primeiro trimestre foi sólido e veio acompanhado de preços de celulose acima das expectativas traçadas no fim de 2025.

“Tivemos um primeiro trimestre sólido, com os preços da celulose negociados acima das nossas expectativas no final de 2025. Seguimos focados em eficiência operacional, disciplina de custos e redução do nível de endividamento, pilares que reforçam a nossa resiliência e contribuem para fortalecer ainda mais a competitividade da companhia em um ambiente operacional desafiador”, afirmou Beto Abreu.

Apesar do desempenho positivo, a companhia acompanha fatores externos que podem pressionar custos. Um dos principais pontos de atenção é o impacto das tensões no Oriente Médio sobre o preço global do petróleo, que influencia despesas de energia e logística no setor de celulose e papel.

Para reduzir os efeitos dessa volatilidade, a Suzano mantém política de hedge, mecanismo utilizado para proteger a operação contra oscilações de preços. No primeiro trimestre de 2026, o custo caixa de produção de celulose, excluindo paradas, ficou em R$ 802 por tonelada.

A alavancagem financeira da companhia, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, encerrou o trimestre em 3,3 vezes em dólar. A dívida líquida ficou em US$ 13 bilhões.

Com sede no Brasil e atuação na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a Suzano tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil, pelo código SUZB3, e dos Estados Unidos, pelo código SUZ.

A empresa é líder global em celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. Seus produtos chegam à rotina de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, em itens como celulose, papéis para higiene pessoal, embalagens, copos, canudos, impressão e escrita.

Entre as marcas da Suzano no Brasil estão Neve, Pólen, Suzano Report e Mimmo. A companhia afirma atuar com foco em inovação, sustentabilidade e desenvolvimento de soluções a partir de matéria-prima renovável, em linha com a demanda global por produtos de menor impacto ambiental.


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