Turismo / Gestão
Bioparque Pantanal completa quatro anos com entrada gratuita e manutenção anual de R$ 10,5 milhões
Complexo segue sem previsão de cobrança de ingressos e mantém operação custeada com recursos públicos estaduais e investimentos técnico-científicos
28/03/2026
07:00
DA REDAÇÃO
©FRANCISCO BRITTO
O Bioparque Pantanal, em Campo Grande, completa quatro anos neste sábado (28) mantendo a política de entrada gratuita e sem definição sobre eventual cobrança de ingressos. Inaugurado em 2022, o espaço segue operando com acesso livre ao público, apesar do alto custo de funcionamento e da ausência de previsão oficial para mudança no modelo de visitação.
De acordo com as informações apresentadas, somente com contratos de manutenção o empreendimento deverá consumir cerca de R$ 10,5 milhões ao longo deste ano. Para garantir a continuidade da operação, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) lançou, no início de fevereiro de 2026, três licitações voltadas a serviços essenciais da estrutura do complexo.
Entre os itens previstos nos processos estão manutenção de sistemas de climatização, grupo gerador de energia, subestação elétrica, reservatório de diesel e operação predial. Uma das licitações tem valor estimado em R$ 1.285.048,30 para serviços ligados à climatização. Outra prevê R$ 1.100.097,63 para manutenção de sistemas elétricos e equipamentos associados. Já o maior contrato, voltado à operação e manutenção preventiva e corretiva do prédio, foi estimado em R$ 8.183.004,30.
Segundo o próprio Bioparque Pantanal, a principal fonte de financiamento do equipamento turístico são os recursos públicos estaduais. O empreendimento também informa que amplia sua atuação com apoio de investimentos técnico-científicos, enquanto a discussão sobre custos e sustentabilidade financeira permanece sob responsabilidade do Poder Executivo estadual.
Antes do início da atual gestão, o governador Eduardo Riedel havia indicado, em dezembro de 2022, que o espaço permaneceria gratuito no primeiro trimestre de 2023, período em que o governo definiria o modelo de operação. Passados mais de três anos, o cenário permanece o mesmo. Em resposta à reportagem citada no material, o Bioparque informou que, até o momento, o Governo do Estado optou por manter a gratuidade “até segunda ordem”, sem apresentar prazo para eventual cobrança de ingressos.
A manutenção do acesso gratuito tem boa aceitação entre visitantes. O texto destaca depoimentos de turistas e moradores que apontam a gratuidade como um dos fatores que ampliam a frequência ao espaço e fortalecem o caráter de inclusão do atrativo. Para visitantes locais, a ausência de cobrança facilita retornos frequentes e amplia o acesso das famílias ao equipamento turístico e educativo.
O material também compara o Bioparque Pantanal com outros aquários brasileiros. Conforme a listagem mencionada, o espaço aparece como o 15º melhor aquário do Brasil no TripAdvisor e é apontado como o único gratuito entre os empreendimentos posicionados nessa relação. Entre os exemplos citados estão o AquaRio, no Rio de Janeiro, com ingresso inteiro de até R$ 160, o Aquário de São Paulo, com bilhetes que podem chegar a R$ 300, e o Oceanário do Projeto Tamar, em Aracaju, com entrada inteira de R$ 44.
Outro ponto abordado é a tentativa inicial de transferir a gestão do complexo para a iniciativa privada por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada). A empresa Cataratas, contratada ainda no governo de André Puccinelli, desistiu da operação pouco antes da inauguração, em 2022. Desde então, a administração passou a ser exercida diretamente pelo Governo de Mato Grosso do Sul, que permanece à frente do empreendimento.
O Bioparque Pantanal não detalhou o custo mensal total com manutenção e folha de pagamento, mas destacou que sua operação é de alta complexidade, envolvendo tecnologia avançada, bem-estar animal, inclusão, atendimento ao público, além de despesas com Sistema de Suporte à Vida (SSV), alimentação especializada dos animais, energia, insumos técnicos e serviços permanentes de manutenção.
Atualmente, o espaço abriga mais de 300 espécies, que vão além da fauna pantaneira. A visitação continua gratuita, mediante cadastro na portaria ou agendamento prévio pelo site oficial do empreendimento.
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