Política / Eleições 2026
Nelsinho Trad enfrenta cenário de incerteza e pode disputar Senado fora da coligação governista
Senador do PSD mantém pré-candidatura à reeleição mesmo diante de impasses com grupo liderado por Riedel e Azambuja
13/02/2026
11:30
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O senador Nelsinho Trad (PSD) caminha para uma possível candidatura de alto risco na disputa ao Senado Federal em 2026. Determinado a buscar a reeleição, o parlamentar admite que pode concorrer mesmo sem integrar formalmente a coligação governista no Estado.
Nelsinho aguarda definição do grupo liderado pelo governador Eduardo Riedel (PP) e pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), que conduzem as articulações majoritárias. No entanto, o espaço dentro da chapa ainda não está assegurado, o que pode levá-lo a uma candidatura isolada.
Enquanto aguarda definição, o senador enfrenta desgaste político e perda de aliados estratégicos. Nos bastidores, há avaliação de que o PSD pode chegar ao pleito sem chapas proporcionais competitivas para deputado estadual e federal, o que comprometeria o desempenho eleitoral da legenda.
O único deputado estadual do partido, Pedro Pedrossian Neto, já sinalizou a necessidade de buscar nova sigla caso o PSD não consiga estruturar nominata viável. Nelsinho, porém, afirma que as articulações seguem em andamento.
“O PSD tem tempo de televisão, fundo eleitoral e terá candidato à Presidência da República. Muita água ainda vai rolar até o prazo legal de desfiliações e filiações”, declarou o senador.
O cenário é delicado. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, já manifestou apoio à reeleição de Eduardo Riedel, independentemente da permanência ou não do governador no partido. Isso reduz a margem de manobra de Nelsinho nas negociações locais.
Além disso, o senador não demonstra disposição de migrar para a coligação do irmão, Fábio Trad (PT), que deve disputar o Governo do Estado. O cálculo político envolve risco de perda de eleitores conservadores, caso seja associado ao campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pesquisas internas indicam cenário competitivo para o Senado em Mato Grosso do Sul, com disputa fragmentada e forte polarização. Embora apareça entre os nomes mais lembrados, Nelsinho enfrenta limitações estratégicas: não pode tensionar publicamente o grupo governista e, ao mesmo tempo, evita alinhar-se ao projeto petista no Estado.
Caso não seja incorporado à chapa majoritária, o senador poderá apostar em candidatura independente, amparada pelo PSD nacional e pelo eventual candidato presidencial da legenda.
A definição dependerá das articulações até o prazo final de filiações partidárias, momento decisivo para consolidar alianças e definir o desenho eleitoral no Estado.
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