Política / Partidos
Reinaldo Azambuja deve levar ao menos cinco deputados estaduais para o PL na janela partidária
Parlamentares do PSDB e do MDB articulam mudança para fortalecer bancada sob comando do novo presidente estadual do PL
10/02/2026
07:30
INVESTIGA MS
DA REDAÇÃO
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O novo presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, deverá ampliar significativamente a bancada da legenda na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) a partir da abertura da janela partidária, prevista para março de 2026.
Pelo menos cinco deputados estaduais já manifestaram a intenção de acompanhar o ex-governador na migração para o PL. Dos 24 parlamentares que compõem o Legislativo estadual, quatro são atualmente filiados ao PSDB e um ao MDB.
Entre os tucanos que devem deixar o partido estão Paulo Corrêa, Jamilson Name, Zé Teixeira e Mara Caseiro. A movimentação de Paulo Corrêa chama atenção, já que o parlamentar chegou a avaliar uma possível filiação ao PP, mas optou por retornar ao PL.
Dos quatro deputados que deixarão o PSDB, três devem disputar a reeleição em 2026: Zé Teixeira, Paulo Corrêa e Jamilson Name. Já Mara Caseiro deverá concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, alterando seu foco eleitoral.
Outra adesão confirmada é a do deputado Márcio Fernandes, atualmente no MDB. Ele também pretende disputar a reeleição e sinalizou descontentamento com a composição da chapa estadual em seu partido.
Nos bastidores, a decisão está relacionada à pré-candidatura de André Puccinelli (MDB) a deputado estadual. A avaliação de parlamentares da legenda é que a entrada do ex-governador na disputa poderia reduzir as chances de reeleição dos atuais detentores de mandato.
A janela partidária permitirá que deputados estaduais troquem de legenda sem risco de perda de mandato. O período se estende por 30 dias, com prazo final previsto para o início de abril de 2026. Nesse intervalo, as siglas intensificam negociações internas e projeções eleitorais, buscando montar chapas mais competitivas para o pleito.
A movimentação reforça o processo de reorganização partidária no Estado e antecipa o cenário político que será desenhado para as eleições de 2026.
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