Política Internacional
Geraldo Resende condena ação de Trump na Venezuela e diz que EUA querem ser “xerife do mundo”
Deputado de MS critica intervenção americana, apesar de reprovar governo de Nicolás Maduro
03/01/2026
14:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS) condenou a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, anunciada neste sábado (3), apesar de afirmar que não concorda com a forma como Nicolás Maduro conduz o país. Para o parlamentar, a ofensiva liderada pelo presidente americano Donald Trump representa uma intervenção condenável e pode gerar instabilidade internacional.
Em declaração ao Jornal Midiamax, Resende foi enfático ao criticar a postura do governo norte-americano.
“Abomino as ditaduras, sejam as de esquerda ou de direita. Elas trazem sofrimento para o povo. Que se vá, Nicolás Maduro e seus asseclas. Condenável a intervenção de Trump da forma que aconteceu. Quer ser xerife do mundo e da América Latina. Trará instabilidade”, afirmou o deputado.
As declarações de Geraldo Resende ocorrem após Trump afirmar que os Estados Unidos devem assumir o controle da Venezuela até que seja possível uma transição política considerada “adequada e justa”. O pronunciamento foi feito durante coletiva de imprensa na Casa Branca, horas depois do bombardeio em Caracas e da captura de Nicolás Maduro.
Segundo Trump, Washington não permitiria que outro aliado do atual regime assumisse o poder, para evitar a repetição do cenário político dos últimos anos.
“Vamos administrar o país até o momento em que pudermos ter certeza de que haverá uma transição adequada e justa”, disse o presidente americano.
Para Geraldo Resende, embora o regime venezuelano seja marcado por autoritarismo e sofrimento social, isso não legitima o uso da força militar estrangeira nem a imposição de um governo externo.
O deputado avalia que ações desse tipo violam princípios do direito internacional, enfraquecem a soberania dos países latino-americanos e agravam o risco de instabilidade regional, inclusive com reflexos econômicos, humanitários e diplomáticos.
Antes da coletiva, Trump publicou na rede Truth Social uma imagem que, segundo ele, mostra Nicolás Maduro sob custódia das forças americanas, a bordo de um navio da Marinha dos EUA. O governo venezuelano, por sua vez, nega informações oficiais sobre o paradeiro do presidente e exige prova de vida, enquanto a crise segue sem confirmação independente de vários pontos anunciados por Washington.
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